<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pequeninos do Senhor - catequese para crianças, crianças na missa &#187; Concílio Vaticano II &#8211; Fichas de Formação</title>
	<atom:link href="http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/category/fichas-de-formacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pequeninosdosenhor.org</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 May 2013 23:54:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>Ficha 22 &#8211;  Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES &#8211; Desenvolvimento Econômico, Político e Social: o Novo nome da Paz (GS05)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha22-gs05/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha22-gs05/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 May 2013 08:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[liturgia]]></category>
		<category><![CDATA[Liturgia diária]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16800</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES  Sobre a Igreja no mundo de hoje Esta 22ª Ficha conclui as reflexões pastorais e orientações que a Igreja quis manifestar sobre algumas realidades e/ou ’problemas mais urgentes’ que afetam profundamente a humanidade, inicialmente tratadas na Ficha anterior. Nesta Ficha serão abordados os seguintes temas: “Vida econômico-social”, “A vida da comunidade política” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES </em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #3366ff;"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/06/paz-231x139.jpg" alt="paz" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Esta 22ª Ficha conclui as reflexões pastorais e orientações que a Igreja quis manifestar sobre algumas realidades e/ou ’problemas mais urgentes’ que afetam profundamente a humanidade, inicialmente tratadas na Ficha anterior. Nesta Ficha serão abordados os seguintes temas: “Vida econômico-social”, “A vida da comunidade política” e “A construção da Paz e a promoção da comunidade dos povos”, referentes aos capítulos III, IV e V da 2ª parte da <em>Gaudium et Spes (</em>GS).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Vida Econômico-Social</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este capítulo destaca que a dignidade do ser humano deve ser respeitada e promovida também nas relações econômicas da sociedade. O desenvolvimento econômico das nações deve estar a serviço do homem, o protagonista da economia. Entretanto, o que se vê é o abandono dos pobres à sua própria sorte, vítimas do sistema sociopolítico e econômico injusto que produz: “<a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html" target="_blank">ricos</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">cada</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">vez</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">mais</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">rico</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">s</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">ao</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">lado</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">de</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">pobres</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html" target="_blank">cada</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">vez</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">mais</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790128_messico-puebla-episc-latam_po.html">pobres</a>”, segundo palavras do Papa João Paulo II, na abertura da Conferência de Puebla, em 1979. Para a Igreja, a coexistência entre riqueza e pobreza põe em risco a Paz Mundial e é em função disto que ela  reafirma os princípios  de justiça e equidade para a vida de cada pessoa e para as sociedades nacional e internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">O que sustenta a economia é o trabalho humano. É com ele que o homem sustenta a sua e a vida de seus familiares, e através dele serve aos irmãos e participa da criação divina. Assim, mais que um dever, o trabalho é um direito que deve ser assegurado pela lei, pois todo homem tem direito ao salário, a condições humanizantes de trabalho e ao justo descanso para viver e dar vida digna aos seus. A política econômica de cada nação deve assegurar emprego e renda para todos os trabalhadores e, na medida do possível, deve socorrer as nações menos desenvolvidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja defende a propriedade privada como uma das condições das liberdades civis, mas a considera um direito relativo em relação ao bem comum e universal (conjunto das condições de vida de uma sociedade que favorecem o bem-estar e o desenvolvimento humano de todos). Assim, a <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html" target="_blank">Doutrina</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Social</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Igreja</a> considera que a propriedade privada só é licita quando produz e propicia o trabalho e, somente nesta perspectiva ela pode ser defendida, pois as propriedades privadas improdutivas não permitem que os pobres nela se fixem e dela tirem seu sustento, e é baseado nesta afirmação que a Igreja no Brasil apoiou a Reforma Agrária.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste capítulo, a Igreja sugere várias propostas para renovar a vida econômica: melhorias nas condições de trabalho, assegurar os bens e meios necessários para o digno trabalho, reforçar a segurança no trabalho, promover a cooperação entre as pessoas e assegurar a educação a todos, especialmente aos jovens.  A Igreja conclama que os cristãos envolvidos em atividades econômicas estejam convencidos do bem que podem fazer à humanidade e deem testemunho da vocação cristã, pois a construção de uma sociedade melhor passa também pela atividade econômica social.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Vida da Comunidade Política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este capítulo destaca que a crescente consciência sobre a dignidade humana pede uma ordem-político-jurídica que assegure os direitos de todos na participação da vida e na gestão da sociedade, por isso o Concílio condena as formas políticas que impedem a liberdade civil ou religiosa em benefício de partidos e/ou dos próprios governos. A comunidade política existe em vista do bem comum. A autoridade pública deve servir a sociedade civil e exercer sua função dentro do limite da ordem moral e, caso oprima os cidadãos, estes em função da lei natural e do Evangelho devem defender seus direitos contra o abuso de autoridade. Faz parte da natureza humana participar politicamente da sociedade através do voto livre, que é tanto um direito quanto um dever. O Concílio entende que a política é um espaço privilegiado para o exercício da vocação cristã de serviço ao mundo, e que a educação politica é necessária especialmente aos jovens.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental que se tenha clareza sobre as relações da comunidade política e a Igreja. Ambas servem a sociedade, são autônomas e independentes, mas devem cultivar a cooperação entre si. Não devem servir-se uma da outra e tampouco usufruir de vantagens advindas desta relação.  A Igreja tem por missão ensinar e denunciar o que não estiver de acordo com os direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Promoção da Paz e a Comunidade Internacional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este capítulo destaca a importância do direito internacional contra ações criminosas a nações e etnias inteiras. Daí a necessidade de fazer valer os acordos e as convenções internacionais que exigem o respeito à dignidade humana. De forma implícita, o Concilio lembra a função da ONU e de vários organismos internacionais responsáveis pela promoção do bem comum. Reafirmando a tradição de sempre condenar a guerra, declara que toda ação bélica genocida é um crime contra Deus e a humanidade, e que deve ser punido com firmeza. Lembra, também, que a corrida armamentista como justificativa para assegurar a Paz é equivocada, e que é urgente escolher caminhos alternativos que eliminem o escândalo da guerra e restituam a Paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a Igreja, é função das autoridades nacionais e internacionais buscar os meios mais aptos para assegurar a vida, garantir a justiça e os direitos de todos. É função de todos promoverem uma cultura de Paz que seja capaz de suplantar aquilo que divide a humanidade, sobretudo entre os jovens e as crianças, pois enquanto existirem sentimentos de hostilidade, desprezo e desconfiança, ódios raciais e preconceitos ideológicos dividindo e opondo os homens, de pouco adiantarão os esforços daqueles que buscam edificar a Paz. O Concílio apela aos cristãos para que fieis a Cristo, o autor da Paz, colaborem com todos os homens de boa vontade para juntos edificarem a Paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a construção de uma cultura da Paz como verdadeira “obra da justiça”, edificada no respeito à dignidade e à prática assídua da fraternidade, é preciso uma compreensão ampliada da prevenção da violência por meios legítimos e eficazes que envolvem: o desenvolvimento econômico e a justiça social, a democracia, a diversidade e o respeito pelos direitos humanos, o acesso aos bens naturais, às políticas de desarmamento, a aplicação do direito internacional, a segurança alimentar, a agenda de negociações, a cooperação econômica a serviço da vida, e o desenvolvimento integral do ser humano. Além disso, é preciso que haja uma reparação urgente dos danos causados pela violência e um permanente projeto de educação para a Paz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Construção da Comunidade Internacional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Visando a promoção de ações sociais que possam assegurar o acesso de todos aos bens necessários para a manutenção da vida, a GS sugere algumas pistas: que o desenvolvimento humano seja a finalidade expressa das nações; que os povos desenvolvidos ajudem os que estão em vias de desenvolvimento; o estabelecimento de uma comunidade internacional com autoridade e poder para coordenar e estimular o desenvolvimento, além da regulação das relações econômicas mundial; revisão das atuais estruturas sociais e econômicas, lembrando não só as necessidades materiais, mas também aquelas de ordem cultural e espiritual. Aponta também para a necessidade de auxílio educacional e tecnológico, principalmente, para aquelas nações que sofrem com o rápido aumento populacional, sem acesso a técnicas modernas de produção e sem formação educacional e profissional adequadas e, principalmente, uma melhor ordem social para uma justa distribuição da terra. Com isso a Igreja quer despertar nos cristãos a responsabilidade humana e cristã, consciente que ao exercer sua vocação, cumpre sua função social e contribui para a consolidação da Paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as alternativas para construir um mundo mais participativo e humano surgem movimentos sociais locais e até mundiais que trazem indicativos de que um “novo mundo é possível”. São movimentos em defesa da reforma agrária, saúde, habitação, trabalho, lazer, salário digno, igualdade de gênero, proteção ao meio ambiente, igualdade de direitos, bem estar social, e pela Paz mundial. Estes movimentos são essencialmente leigos e grande parte deles nasceu de várias confissões religiosas, o que aponta a cooperação como forma eficaz de afirmação da Paz, fundamentada no diálogo ecumênico e interreligioso.</p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Gaudium et Spes</em> foi a mola propulsora para uma série de documentos sobre o engajamento da Igreja na promoção social. Em 1967, o Papa Paulo VI, na encíclica<em> </em><em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html" target="_blank">Populorum</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html"><em>Progressio</em></a>, afirmou que o desenvolvimento socioeconômico é o<strong> novo nome da Paz</strong>. Em 1968, o mesmo Papa publicou a encíclica <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae_po.html" target="_blank">Humanae</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae_po.html"><em>Vitae</em></a> sobre os problemas do matrimônio e da família, condenando os métodos contraceptivos artificiais que, segundo a Igreja, se destinavam ao controle da natalidade. Em 1975, a Exortação Apostólica  <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">Evangelii</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html"><em>Nuntiandi</em></a> refletiu sobre a Evangelização no Mundo Atual. No pontificado do Papa João Paulo II três importantes encíclicas fortalecem a Doutrina social da Igreja quanto ao mundo do trabalho e ao humanismo: em 1981, <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_14091981_laborem-exercens_po.html">Laborens</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_14091981_laborem-exercens_po.html"><em>exercens</em></a>, em 1987, a <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_30121987_sollicitudo-rei-socialis_po.html">Sollicitudo</a> </em><em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_30121987_sollicitudo-rei-socialis_po.html">rei</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_30121987_sollicitudo-rei-socialis_po.html"><em>socialis</em></a>, e, em 1991, a<em></em><em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_01051991_centesimus-annus_po.html">Centesimus</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_01051991_centesimus-annus_po.html"><em>annu</em></a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_01051991_centesimus-annus_po.html">s</a>. Em 2004, o Pontifício Conselho Justiça e Paz publicou o Compêndio da <em><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html" target="_blank">Doutrina</a> </em><em><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Social</a> </em><em><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">da</a> </em><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html"><em>Igrej</em></a><em>a</em>, obra que reúne o pensamento social da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Na América Latina as orientações da GS fortaleceram as opções pastorais de uma Igreja profundamente promotora da dignidade humana. A Conferência Episcopal Latino Americana de Medellin reverberou a GS, na primeira parte do documento denominada: A Promoção humana, onde deu grande ênfase nas questões de Justiça, Paz, Família, Demografia, Educação e Juventude. Em 1979, na Conferência Puebla, a Igreja latino-americana se questionou sobre a desigualdade e o desrespeito aos direitos humanos que é um “escândalo e contradição” para um continente que se afirma cristão. A Igreja profeticamente se coloca preferencialmente ao lado dos pobres e dos jovens e se compromete a defendê-los. Na quarta Conferência, em Santo Domingo, o documento conclusivo denunciou as violações aos direitos humanos, especialmente dos pobres. Na quinta Conferência, realizada em Aparecida, refletindo sobre as influências da globalização, defendeu a valorização da vida e da dignidade humana. Na linha da LG afirmou que os leigos devem ser os protagonistas da evangelização através do testemunho social e politico.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a recepção da GS fortaleceu uma clara posição da CNBB diante dos graves problemas que afligiam o País. Assim foram publicados estudos e documentos que revelam a preocupação pastoral da Igreja com a ordem politica e econômica, com a distribuição da terra, com saúde pública, etc. Esta preocupação deu origem às pastorais sociais que foram reproduzidas nas dioceses, nas paroquias e nas comunidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, tudo o que a GS apresentou pretende ajudar os homens do tempo atual a tornar o mundo digno e sinal do Reino Definitivo. Impõe-se, assim, que a fraternidade e a caridade impulsionem o diálogo, o entendimento e o respeito à legítima diversidade entre as nações, as raças, as culturas e religiões, pois o que une a humanidade deve ser mais forte do que aquilo que a divide, conforme o que ensinou Santo Agostinho, “que haja unidade no necessário, liberdade no que é duvidoso, e em tudo, a caridade”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para explicitar que os cristãos devem ser animados pelo ardente desejo de servir aos homens do mundo de hoje, com generosidade e eficácia, a GS se encerra lembrando a palavra do Senhor: “nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Brandes, Orlando, Dom  <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">A</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica" target="_blank">Doutrina</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">Social</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">da</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">Igreja</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">e</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">a</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-orlando-brandes/5293-a-doutrina-social-da-igreja-e-a-politica">Política</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Compêndio</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Doutrina</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Social</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Igreja</a></p>
<p style="text-align: justify;">CNBB: <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">O</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">que</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">são</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">as</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">Pastorais</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">Sociais</a><a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/caridade-justica-e-paz/2818">?</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Concílio</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Vaticano</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">II</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">e</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Gaudium</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">et</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Spes</a><a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">, </a><a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">A</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Carta</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Magna</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">da</a> <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=65491">Pastoral</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">Doutrina</a> <a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">Social</a> <a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">da</a> <a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">Igreja</a> <a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">e</a> <a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">Análise</a> <a href="http://pt.ismico.org/content/view/206/45/">Social</a></p>
<div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1) Você concorda que a religião (fé) não deve estar desconectada das dimensões econômicas, políticas e sociais? Por quê?</p>
<p style="text-align: justify;">2) Por que a Paz é um bem tão ansiado por todos?</p>
<p style="text-align: justify;">3) Que práticas pessoais e pastorais a GS nos sugere?</p>
<p><strong>Este texto está publicado no site</strong>: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/desenvolvimento-o-novo-nome-da-paz/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/desenvolvimento-o-novo-nome-da-paz/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha22-gs05/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 21 &#8211; Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES &#8211; A Dignidade do Matrimônio e da Família, e a Promoção da Cultura (GS04)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha21-gs04/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha21-gs04/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 May 2013 08:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[liturgia]]></category>
		<category><![CDATA[Liturgia diária]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16796</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES  Sobre a Igreja no mundo de hoje Esta 21ª Ficha aborda sobre as reflexões pastorais e orientações que a Igreja quis manifestar sobre algumas realidades e/ou ’problemas mais urgentes’ que afetam profundamente a humanidade, especificamente “A promoção da dignidade do matrimônio e da família” e “A reta promoção da cultura”, citados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES </em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #3366ff;"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></span></p>
<p align="center"><strong><img src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/05/family.gif" alt="family" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Esta 21ª Ficha aborda sobre as reflexões pastorais e orientações que a Igreja quis manifestar sobre algumas realidades e/ou ’problemas mais urgentes’ que afetam profundamente a humanidade, especificamente “A promoção da dignidade do matrimônio e da família” e “A reta promoção da cultura”, citados nos capítulos I e II da 2ª parte da GS. Estas reflexões pastorais e orientações da Igreja se concluirão na próxima Ficha, em que serão abordadas as questões relativas à vida socioeconômica e política, à comunidade internacional e à paz universal, sobre as quais devem resplandecer os princípios e as luzes de Cristo para iluminar os homens na busca de soluções.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Dignidade do Matrimônio e da Família</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda pessoa humana nasce de uma família humana, aquela pensada pelo Criador a partir da união do homem e da mulher, colaboradores de Deus na obra da criação; e toda família deve ser construída sobre a comunhão e o amor, tal qual a Santíssima Trindade, sendo considerada a primeira manifestação da comunidade humana, cuja expressão do amor maior se manifesta na geração de uma nova vida. Com Cristo, a família alcança nova dimensão no Sacramento do Matrimônio, marcado pela entrega, renúncia e doação que Cristo dedicou à humanidade. Neste sentido, Cristo é o esposo, cuja esposa é a Igreja. Cristo, aquele que ama, redime e cuida da Igreja, torna-se modelo de relação matrimonial.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a Igreja, o matrimônio e a família são instituições fundamentais para a preservação da vida e para a constituição e a manutenção da sociedade, por isso se compromete na defesa contra a poligamia, o divórcio, o amor livre, o egoísmo, o hedonismo e o controle de natalidade. E afirma, ainda, que as condições econômicas, sociais e políticas também causam diversas perturbações na família e na sociedade. Ela entende a família como uma escola de humanização que orienta os filhos para serem capazes de seguir com responsabilidade a sua vocação, por isso, exorta toda a  sociedade e especialmente os cristãos a promoverem a dignidade do matrimônio e da família, a fim de garantir que a sociedade possa se perpetuar segundo os valores da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1973, o Papa Paulo VI criou o Comitê para a Família e, em 1981, o Papa João Paulo II instituiu o Pontifício Conselho para a Família, responsável pela promoção deste apostolado e pela divulgação do magistério eclesial, que organizou o primeiro Encontro Mundial das Famílias [1] em Milão, na Itália,  no Ano Internacional das Famílias (1994), lançando, desde a sua criação, vários documentos sobre a família, sendo o primeiro deles a Exortação Apostólica <em>Familiaris Consortio</em> “sobre a função da família cristã no mundo de hoje” (1981) que, na sua quarta parte, indica orientações para a intensificação da Pastoral Familiar. Ela destaca o cuidado com as  mais variadas situações que atingem as famílias, o que se caracteriza como um grande desafio à Igreja, que são: os matrimônios mistos, as uniões civis, as segundas uniões, os divorciados e os sem família. Esta preocupação com a dura realidade de muitas  famílias contribuiu para a solidificação da Pastoral Familiar e dos vários movimentos familiares, que já existiam na maioria das dioceses. Em 1983, a Santa Sé publicou a <a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">Carta</a> <a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">dos</a> <a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">Direitos</a> <a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">da</a> <a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">Família</a>, como um grande apelo às autoridades e à sociedade civil  para protegerem e garantirem os direitos da família.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as Conferências Episcopais Latino-Americanas (CELAM) valorizaram a família e incentivaram a promoção da Pastoral Familiar. Especialmente, a Conferência de Aparecida tratou dos desafios que se apresentam à família, como a desvalorização das tradições culturais; o surgimento das “ideologias de gênero e a subjetividade individual” que enfraquecem os vínculos comunitários; o exacerbado apego aos bens materiais; e o desrespeito à dignidade humana, no que se refere à falta de condições básicas como trabalho, moradia, educação, saúde e transporte.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar é responsável pela coordenação e animação da Pastoral Familiar nas dioceses, e em algumas delas já existe o Acolhimento aos casais de segunda união.</p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><strong>A Promoção da Cultura</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A GS é o primeiro documento eclesial que faz uma reflexão pastoral sobre a importância da cultura na vida dos mais variados povos. Os bispos afirmam que as ‘culturas’representam o patrimônio das comunidades humanas, nas quais, no processo de integração, vão se ligando umas às outras através da comunicação e das relações comerciais, propiciando a divulgação e o progresso das mesmas. Na edificação de um mundo mais fraterno e humano, a Igreja, ao destacar a importância da cultura na vocação integral do homem, indica que o conhecimento pode e deve ajudar a humanidade a elevar as concepções mais sublimes da verdade, do bem e da beleza. A cultura contribui para que o ser humano construa uma sociedade fundamentada na verdade, na justiça e na responsabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto às ciências, elas contribuem muito para o crescimento da cultura nos vários países e no mundo. Dentre os valores positivos, se pode citar o gosto pelas investigações, a necessidade de mútua colaboração entre os pesquisadores, o sentimento da solidariedade internacional em vista da promoção da dignidade humana, especialmente dos mais necessitados. Por outro lado, a especialização e o progresso da técnica e da ciência acabam não penetrando até às causas últimas das coisas e levam o homem a julgar que se basta a si mesmo, deixando de lado a procura pela transcendência.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja lembra que entre a mensagem da salvação e a cultura humana existem muitos laços, pois Deus falou segundo a cultura própria de cada época, e ela mesma emprega os recursos das diversas culturas para fazer chegar a todas as gentes a mensagem de Cristo, e se esforça para entrar em comunicação com as diversas formas de cultura, promovendo um enriquecimento mútuo. Para ela a cultura deve orientar-se para a perfeição integral da pessoa humana, para o bem da comunidade e de toda a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendendo que a cultura exige respeito, liberdade e autonomia para se desenvolver, a Igreja exorta as autoridades públicas a favorecerem e colaborarem para o desenvolvimento cultural. De forma surpreendente, a Igreja apregoa que todos têm o direito à cultura e ao pleno desenvolvimento conforme as qualidades e tradições próprias de cada um, independentemente de raça, sexo, nação, religião ou situação social. Na perspectiva de outros documentos do Vaticano II, a Igreja manifesta que a cultura é um bem inestimável e que ela é fundamental para promoção da fraternidade e da dignidade humana.</p>
<p style="text-align: justify;">O Concílio exorta a necessidade de uma estreita união entre os homens, buscando a compreensão do  modo de pensar e sentir expresso por cada cultura, conciliando os novos conhecimentos das ciências e das doutrinas, a fim de que a prática religiosa e a retidão moral acompanhem neles o conhecimento científico e o progresso técnico, e sejam capazes de apreciar e interpretar todas as coisas com autêntico sentido cristão. De modo bastante pertinente, o Papa João Paulo II  lembrou que: “a ciência pode purificar a religião do erro e da superstição, e a religião pode purificar a ciência das falsas verdades absolutas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1982, o Papa João Paulo II criou o Pontifício Conselho para a Cultura que emana orientações  sobre a ação da Igreja no campo da Cultura, sendo a principal delas ‘‘<a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">Para</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">uma</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html" target="_blank">Pastoral</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">Cultura</a>’ (1999).</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a Comissão Episcopal para Educação e Cultura, da CNBB, é a responsável pela organização e animação pastoral da cultura nos três setores, os quais ela está subdividida: Universidade, Educação e Ensino Religioso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>[1] O Encontro Mundial das Famílias é realizado a cada três anos. O Brasil o acolheu, em 1997, no Rio de Janeiro. Em 2012, ele será realizado novamente em Milão, Itália.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Eletrônicas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Conselho Pontifício para a Família -<strong> Carta dos Direitos da Família</strong> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/documents/rc_pc_family_doc_19831022_family-rights_sp.html">(</a><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/documents/rc_pc_family_doc_19831022_family-rights_sp.html">em</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/documents/rc_pc_family_doc_19831022_family-rights_sp.html" target="_blank">espanhol</a><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/documents/rc_pc_family_doc_19831022_family-rights_sp.html">)</a> –<a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">(</a><a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">em</a> <a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm" target="_blank">português</a><a href="http://diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/documentocartadosdireitosdafamilia.htm">)</a></p>
<p style="text-align: justify;">Conselho Pontifício Da Cultura <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">Para</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">Uma</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html" target="_blank">Pastoral</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_pc-cultr_doc_03061999_pastoral_po.html">Cultura</a></p>
<p style="text-align: justify;">Conselho Pontifício Da Cultura <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">Presença da </a><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">Igreja</a> n<a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">a</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">Universidade</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">E</a> n<a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">a</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html">Cultura</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/cultr/documents/rc_pc_cultr_doc_22051994_presence_po.html" target="_blank">Universitária</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A%20FAM%C3%8DLIA">Compêndio</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A%20FAM%C3%8DLIA">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A%20FAM%C3%8DLIA">Doutrina</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A%20FAM%C3%8DLIA">Social</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A%20FAM%C3%8DLIA">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A%20FAM%C3%8DLIA">Igreja</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">João</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">Paulo</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">II</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">,</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html">Exortação</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html">Apostólica</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html">Familiaris</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html">Consortio</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">João</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">Paulo</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">II</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">, </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">Carta</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">às</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html">Famílias</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">Paulo</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">VI</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">  </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">Exortação</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">Apostólica</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html">Evangelli</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19751208_evangelii-nuntiandi_po.html" target="_blank">Nuntiandi</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1) Qual a importância da família cristã na sociedade moderna?</p>
<p style="text-align: justify;">2) Na sua opinião, em quais aspectos a dignidade do matrimônio e da família devem ser defendidos e/ou promovidos?</p>
<p style="text-align: justify;">3) Você concorda que o acesso à Cultura é um direito humano, tal qual expressa a GS?</p>
<p style="text-align: justify;">4) Porque na GS a Igreja considera que Ciência e a Cultura são importantes no desenvolvimento social?</p>
<p><strong>Este texto está publicado no site</strong>: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/matrimonio_familia_cultura/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/matrimonio_familia_cultura/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha21-gs04/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 20 &#8211; Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES &#8211; A Vocação do Homem e da Igreja no Mundo Contemporâneo (GS03)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha20-gs03/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha20-gs03/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 08:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[liturgia]]></category>
		<category><![CDATA[Liturgia diária]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16725</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES Sobre a Igreja no mundo de hoje Esta 20ª Ficha aborda os capítulos III e IV da GS: o “Sentido da Atividade Humana” e a “Função da Igreja no mundo de Hoje” que tratam, explicitamente, da vocação de toda pessoa e da comunidade eclesial no mundo, por isso, ela foi intitulada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #3366ff;"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/05/EPMT-231x139.jpg" alt="EPMT" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esta 20ª Ficha aborda os capítulos III e IV da GS: o “Sentido da Atividade Humana” e a “Função da Igreja no mundo de Hoje” que tratam, explicitamente, da vocação de toda pessoa e da comunidade eclesial no mundo, por isso, ela foi intitulada ‘A Vocação do Homem e da Igreja no Mundo Contemporâneo’.</p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><strong>O Sentido da Atividade Humana no Mundo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este capítulo se refere à toda atividade humana, enquanto vocação humana, pois, segundo a fé cristã, o homem foi chamado por Deus a transformar o mundo através de sua ação e, especialmente, com o seu trabalho[1]. A Bíblia afirma que o trabalho é muito importante, pois ele está ligado a todos os momentos da vida; ele é como o sal que realça o sabor das coisas. Nele, a pessoa encontra o sentido da vida e se realiza, vivenciando uma importante parcela de sua vocação, pois é ‘dom de Deus que o homem possa comer e beber, desfrutando do produto de todo o seu trabalho’ (Ecl 3,13). A GS enfatiza que o trabalho existe para o homem e não o contrário, e que  tem uma dimensão social, pois se orienta para a busca e a construção do bem comum. Nesta perspectiva, ele é visto como condição para assegurar ao homem sua dignidade, sendo, portanto, um direito humano. Passados 50 anos do Concílio, se constata a percepção que os bispos tiveram sobre a realidade socioeconômica da maioria dos países, nos quais o trabalho humano era considerado apenas como uma mercadoria que a cada dia perdia mais o seu valor o que, por consequência, atingia a compreensão do ser humano, ferindo sua dignidade. Eis o motivo da GS ter sido considerada a Carta Magna da Pastoral Social, o que alimentou e alimenta a luta pela defesa da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Constata-se que, graças à inteligência, à técnica e à ciência, o homem alcançou muitos bens que contribuíram para melhorar a qualidade da vida, todavia, isto parece ter contribuído para a perda do significado antropológico do trabalho e da própria vocação humana, pois desta realidade brotam perguntas tais como: Qual o sentido e o valor do trabalho? Como os bens produzidos devem ser usados? Onde chegará a mentalidade que associa o trabalho ao consumo? E, para responder a isto, a Igreja, à luz do depósito da Palavra de Deus, expõe sua concepção sobre o trabalho humano (GS33).</p>
<p style="text-align: justify;">Para os que têm fé, toda atividade humana, individual ou coletiva,corresponde ao Plano de Deus, pois decorre do mandado divino de submeter a terra. Logo, ela é como um prolongamento da atividade divina na construção do mundo. A mensagem cristã existe para conscientizar que esta participação na obra de Deus implica na responsabilidade social de buscar o bem estar, também, de seus semelhantes (GS34), pois, da mesma forma que o trabalho procede do homem, assim para ele se ordena. Trabalhando, o ser humano transforma  o mundo e a sociedade, mas também se constrói enquanto pessoa humana e, assim, descobre que sua vocação é ser para os outros. Neste sentido, de forma profética, a GS afirma que, o que o homem faz para  promover a justiça, a fraternidade e o bem comum é muito superior a qualquer progresso técnico, que só alcança seu fim social com a participação e desejo do próprio homem ao responder à sua vocação integral, não se deixando dominar pelas coisas passageiras e nem pelo aparato técnico e institucional que criou (GS35).</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos veem a religião como um obstáculo à autonomia da atividade humana, especialmente a ciência, mas o Concílio afirma que  tanto a religião quanto a ciência procedem de Deus e por isso, elas não são incompatíveis. Cabe aos fiéis, no entanto, entender que esta autonomia não significa afastar Deus da atividade humana, pois sem o Criador a criatura não subsiste; e que se faz necessário haver caridade para com aqueles que acreditam na evolução humana sem a intervenção divina (GS36).</p>
<p style="text-align: justify;">A Sagrada Escritura ensina que o progresso, apesar de grande bem para o homem, pode levá-lo a inverter a ordem de valores, misturando o bem com o mal e considerando apenas o que é seu, esquecendo o que é dos outros, abandonando a verdadeira fraternidade. Por isso, a Igreja anseia ajudar as pessoas a ordenarem a busca pela felicidade, reconhecendo a importância do progresso sem, no entanto,  se acomodarem somente com as coisas do mundo (GS37). Todo esforço de construir um mundo novo e fraterno adquire novo sentido na fé em Jesus Cristo que nos revela que “Deus é amor” e nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana é a vivência do mandamento do amor (GS38). A certeza do Reino não deve acomodar o cristão, mas estimulá-lo a contribuir num mundo que seja sinal do Reino definitivo (GS39).</p>
<p style="text-align: justify;">O que deve ser destacado neste capítulo é a visão otimista da Igreja que acredita na capacidade do ser humano de fazer o bem e de transformar o mundo, e a missão que disso decorre, isto é, anunciar o amor de Deus que quis associar a criatura humana à obra da Salvação quando deu a cada ser humano o dom da liberdade e da vocação de transformar o mundo com sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><strong>A Igreja no Mundo Atual</strong></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Este capítulo se refere à compreensão do Concílio sobre a atividade da Igreja no mundo. Ao termos presente que a GS é uma Constituição Pastoral, já se anuncia que a Igreja deseja explicitar  sua missão de pastora, aquela que cuida e conduz o rebanho, confiado pelo seu Senhor, neste mundo. Com isto, a Igreja deseja apresentar-se como servidora do mundo, a exemplo de seu Fundador. Eis, pois, a razão do título deste capítulo ser, também, o subtítulo desta Constituição.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora convicta de seu fim escatológico, a Igreja de Cristo neste mundo, organizada como sociedade, é uma comunidade visível que deseja caminhar com a humanidade e ajudar, através de seus ensinamentos, a tornar a família humana fraterna e solidária (GS40). Assim, a Igreja entende que, apesar do desenvolvimento humano e da afirmação de seus direitos, os quais ela proclama e apoia os que os promovem, ela existe para ajudar o homem na busca pelo significado da sua vida, da sua atividade e da sua morte, e na compreensão da Revelação Divina (GS41).</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja sabe que a missão que lhe foi confiada por Cristo não é de ordem política, econômica ou social, mas de ordem religiosa. Dos apelos do Evangelho surgem as obras sociais de amparo aos necessitados e, além disso, ela se coloca a serviço da humanidade como promotora, orientadora e colaboradora daquelas instituições, pessoas e associações que buscam preservar a dignidade e bem estar de todos. Fiel ao mandato de Cristo, a Igreja anuncia o Plano de amor para a humanidade e denuncia tudo e todos que se opõem a isto (GS42).  Estas palavras foram  de grande incentivo às chamadas Pastorais Sociais que surgiram depois do Concílio, especialmente na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal destaque deste capítulo está na afirmação de que a Igreja se faz presente no mundo através da ação dos leigos que conscientemente assumem a sua vocação de serviço no mundo como um serviço religioso. Assim, para a Igreja não existe oposição entre ‘fé professada’ e vida ‘cotidiana’. Cabe, pois, aos leigos, evangelizar onde exercem as suas atividades. O texto diz: “Ao negligenciar os seus deveres temporais, o cristão negligência os seus deveres para com o próximo e com o próprio Deus, e coloca em perigo a salvação eterna”. Assim, serão testemunhas de Cristo exercendo no  mundo sua funçãocomo membros da Igreja. Caberá aos ministros ordenados o ensinamento da mensagem cristã a fim de quetodas as atividades dos fiéis sejam iluminadas pelo Evangelho (GS43).</p>
<p style="text-align: justify;">Para continuar sua missão e manter sua mensagem sempre atual, a Igreja continuará necessitando do auxílio daqueles que vivem no mundo e conhecem profundamente o espírito e o conteúdo das várias instituições e disciplinas, a fim de alcançar cada vez mais a percepção da Palavra revelada (GS44).</p>
<p style="text-align: justify;">Todo bem que a Igreja  pode prestar ao mundo deriva do fato de ela ser ‘o sacramento universal da salvação’. Através dela, o próprio Senhor continua a dizer: ‘Eu sou o alfa e o ômega, o primeiro e o último, o começo e o fim’ (Ap 22,12-13) (GS 45). ‘Eis que faço novas todas as coisas…’, esta é a certeza do Evangelho para ‘as aspirações, esperanças e angústias do mundo de hoje’.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, a vocação de todo cristão e também da Igreja é ser sinal do Reino de Cristo no mundo. Muitas são as formas de serviço, mas a principal delas é testemunhar que a vida humana deve ser defendida e protegida. Os leigos devem fazer isso atuando no mundo em todas as oportunidades que tiverem, e a Igreja que, como disse o Papa Paulo VI, é especialista em humanidade, por sua vez, exerce sua missão anunciando e denunciando tudo aquilo que vai contra as propostas do Reino.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Nota:</strong></p>
<p style="text-align: left;">[1] Cf. Cap. VI do Compêndio da Doutrina Social da Igreja – <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#O%20TRABALHO%20HUMANO" target="_blank">O Trabalho Humano</a></p>
<p style="text-align: left;">Gravura:  <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html">Igreja</a> <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html" target="_blank">Missionária</a> <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html">e</a> <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html">Peregrina</a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Referências Eletrônicas:</strong></p>
<p style="text-align: left;">Constituição <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Pastoral Gaudium et Spes</a></p>
<p style="text-align: left;">CNBB,<a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf" target="_blank">Missão e ministérios dos cristãos leigos e leiga</a><a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">s</a>, (docto 62), 1999.</p>
<p style="text-align: left;">Gonçalves, Alfredo J., <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html" target="_blank">A Carta Magna da Pastoral Socia</a><a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">l</a></p>
<p style="text-align: left;">Hummes, D. Cláudio, Cardeal, <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244" target="_blank">Contribuições da Gaudium et Spes para a compreensão Pastoral do Homem de Hoje</a></p>
<p style="text-align: left;">Pontifício Conselho ‘Justiça e Paz’, <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html" target="_blank">Compêndio da Doutrina Social da Igreja</a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: left;">1)  Qual o sentido do trabalho humano? E por que este sentido tem sido destruído?</p>
<p style="text-align: left;">2)  Como a vivência da fé influencia o nosso compromisso com as pessoas hoje?</p>
<p style="text-align: left;">3)  Quais os desafios da Igreja no mundo atual?</p>
<p style="text-align: left;">4) Viver autenticamente o Evangelho é “estar na mão” ou “na contramão” da cultura pós moderna? Como você entende isso?</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Este texto está publicado no site:</strong> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p style="text-align: left;">Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/vocacao_do_homem_e_da_igreja/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/vocacao_do_homem_e_da_igreja/</a></p>
<p style="text-align: left;">Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha20-gs03/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 19 &#8211; Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES &#8211; A pessoa e a Comunidade Humana segundo a Igreja (GS02)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha19-gs02/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha19-gs02/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 May 2013 08:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Liturgia diária]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16710</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES Sobre a Igreja no mundo de hoje Na primeira parte da GS, considerada como a mais doutrinal, denominada de “A Igreja e a vocação do homem”, os Bispos conciliares, desejosos de ‘corresponder aos impulsos do Espírito’ que soprava novos ares na Igreja, expressam o entendimento que têm do homem com relação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #3366ff;"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/04/Dignidade-202x139.jpg" alt="Dignidade" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Na primeira parte da GS, considerada como a mais doutrinal, denominada de “<strong>A Igreja e a vocação do homem</strong>”, os Bispos conciliares, desejosos de ‘corresponder aos impulsos do Espírito’ que soprava novos ares na Igreja, expressam o entendimento que têm do homem com relação à sua origem, evolução e desenvolvimento, entendimento este que passa a fazer parte da doutrina da Igreja e, a partir do Concílio passou a ser chamada de ‘Doutrina Social da Igreja’. O documento é uma palavra de esperança sobre o campo de missão da comunidade eclesial: o coração de cada homem e a sociedade em que cada um e ela própria está inserida. Reconhecendo que existe distinção e independência entre a sociedade e a comunidade eclesial, destaca que pode e deve haver cooperação entre elas, pois ambas se dedicam à promoção humana. Nesta perspectiva, o Concílio se pergunta: O que pensa a Igreja sobre o homem? Que recomendações devem ser feitas com relação à construção da sociedade atual? Qual é o significado último da atividade humana no universo? As respostas a essas perguntas mostram que o povo de Deus e o gênero humano no qual ele está inserido, prestam serviço mútuo, manifestando, assim, o caráter religioso e também profundamente humano da missão da Igreja (GS11). Nesta segunda ficha da GS será abordado o conteúdo dos dois primeiros capítulos: ‘A dignidade da pessoa humana’ e ‘A comunidade humana’.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAPÍTULO I: A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desejando construir um diálogo com o mundo, a Igreja coloca como premissa cristã que a dignidade de toda pessoa humana deriva da afirmação teológica de que homem e mulher foram criados à imagem de Deus e redimidos por Jesus Cristo (GS12/13). Nesta premissa se afirma que o ser humano é um ser uno, composto de corpo e alma, e que ambos são bons e dignos de respeito. Assim, a dignidade humana exige que o homem glorifique a Deus no seu corpo, não permitindo que este se escravize às más inclinações do próprio coração (GS14).</p>
<p style="text-align: justify;">Partícipe da luz da inteligência divina, o homem passou a dominar o universo através das ciências, das técnicas e das artes, o que lhe permitiu grandes avanços na conquista do mundo material. Todavia, somente isto não lhe foi suficiente, pois sempre buscou e encontrou uma verdade mais profunda, que na linguagem cristã é conhecida como vocação, que é o chamado que Deus dirige a cada ser humano para que se realize enquanto pessoa no serviço ao próprio Deus, através do serviço aos irmãos (GS15). E,usando os dons que Deus lhes deu, são chamados a promover e a defender a vida. No fundo da consciência humana, o homem descobre e vive uma lei escrita pelo próprio Deus no seu coração, que o chama a viver o amor e a fugir do mal, que é a consciência moral.  Assim, a dignidade reside na singular consciência que Deus imprimiu em cada ser humano, que nem mesmo o pecado pode diminuir (GS16).</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das significativas afirmações deste primeiro capítulo é a liberdade humana. ‘Ela é um sinal divino oferecido por Deus que deixa o homem entregue à sua própria decisão, a fim de que proceda segundo a sua própria consciência e por livre adesão’ (GS17). Nesta afirmação, a Igreja, ao se colocar contra toda tentativa de controle de consciências, faz uma crítica às ideologias, especialmente aos governos totalitários que ainda se faziam presentes na Europa e em outros países. Na América Latina e especialmente no Brasil, a Igreja assumiu uma posição profética de defesa da consciência, da liberdade e da dignidade humana diante dos governos militares que perseguiram e mataram muitos civis defensores da democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">O Concílio ainda disse uma palavra sobre as muitas faces do ateísmo, presentes no mundo moderno, que tentam de todas as formas negar a importância da religião, afirmando que a autonomia humana deve ser plena, e os que o professam entendem que a liberdade consiste em que o homem seja o próprio fim e autor único da sua história, e pensam que isso é incompatível com o reconhecimento de Deus. Por isso, quando alcançam o poder, atacam violentamente a religião, difundindo o ateísmo também por meios de que dispõe o poder público, sobretudo na educação da juventude (GS20). Apesar de rejeitar o ateísmo, a Igreja espera que todos os homens, crentes e não crentes, contribuam para a construção do mundo no qual vivem, a partir de um prudente e sincero diálogo, deplorando qualquer tipo de discriminação (GS21).</p>
<p style="text-align: justify;">Vemos, pois, neste texto, a abertura da Igreja que, diante de uma sociedade secularizada, conclama todos os “homens de boa vontade” – tal qual chamou João XXIII – para a transformação do mundo. Esta nova compreensão da ação da Igreja revela que ela deseja dialogar com a sociedade. Para a Igreja, agir e emprestar a voz para os que não têm voz, e chamar todas as pessoas, independentemente da religião, para transformar o mundo, deriva da fé no Espírito Santo que renova todas as coisas, e na certeza que a encarnação, a morte e a ressurreição de Cristo ocorreram para que todos fossem salvos (GS22). Para a GS a vida humana está acima de tudo, pois, como afirma Santo Irineu, ‘A glória de Deus é o Homem vivo’‘[1].</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAPÍTULO II: A COMUNIDADE HUMANA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao constatar que o progresso técnico não foi suficiente para intensificar o diálogo, o respeito nas relações e a comunhão entre os homens, e que a doutrina da Igreja pouco dissera sobre isso, o Concílio afirma que a Revelação cristã favorece a comunhão entre as pessoas e, ao mesmo tempo, leva a uma compreensão mais profunda das leis da vida social que o Criador inscreveu na natureza espiritual e moral do homem (GS23).</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do contexto em que os estados modernos proclamaram a sua laicidade [2], e a Igreja reagiu defendo a presença do catolicismo como religião oficial nos vários países (especialmente no século XIX), a GS representa um novo olhar da Igreja sobre as sociedades civis e o Estado. Neste documento, os Bispos não reivindicam o retorno àcristandade, mas procuram sensibilizar os governos e as sociedades para promoverem o bem público. O exemplo mais significativo já foi apontado na ficha GS-01, quando o Papa Paulo VI se dirigiu à ONU dizendo que ele não se apresentava diante daquela assembleia como um chefe de Estado, o que ele também era, mas como um “técnico em humanidade!” [3], ou seja, ele destaca que a função da Igreja não é interferir na forma dos governos agirem, mas, enquanto uma sociedade dentre outras, manifestar a sua compreensão de mundo, de homem e de sociedade. Haveremos de lembrar que a LG definiu que a Igreja é composta pelo conjunto de batizados e que estes, enquanto membros do povo de Deus, são também parte da sociedade civil. Portanto, em razão de sua vocação batismal, cabe a cada um, a obrigação de tomar parte nos caminhos políticos desta mesma sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja compreende que a vocação à comunidade é inerente ao ser humano, pois a vida tem origem em Deus que colocou, no coração dos homens e mulheres, a vocação de ser membro da família humana. Na nova Lei, Jesus ensinou que o amor a Deus não pode ser separado do amor ao próximo, e que todos os mandamentos se resumem em amar ao próximo como a si mesmo. No mandamento da unidade, ‘para que todos sejam um’ (Jo15), a Igreja interpreta que toda humanidade é chamada a assumir a responsabilidade social por tudo de bom e de ruim que acontece no mundo. Este empenho de todos em favor da família humana representa para a Igreja um sinal concreto da presença do Reino (GS24). Aqui, fica claro o importante significado da presença do Papa na ONU.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda pessoa é chamada a participar das mais variadas instituições sociais com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de outras pessoas e, também como membro, tem o direito de ser beneficiada pelas ações das respectivas instituições, o que ‘contribui para consolidar e desenvolver as qualidades das pessoas’ (GS25). Todavia, devido a problemas estruturais, econômicos, políticos, sociais e culturais, nem toda sociedade tem condições de oferecer a seus membros o que lhes é de direito. Estando a dignidade da pessoa acima de tudo, se torna necessário garantir iguais condições básicas para uma vida verdadeiramente humana, como: o alimento; o vestuário; a moradia; o direito de escolher livremente o estado de vida e de constituir família; o direito à educação, ao trabalho, à boa fama, ao respeito, à informação; o direito de agir segundo as normas da própria consciência e à proteção da sua vida; e o direito à justa liberdade, mesmo em matéria religiosa. Se a ordem social está em função das pessoas, e não ao contrário, o Concílio lembra que ela dever ser construída sobre a justiça e que somente poderá ser alcançada através de uma nova concepção dos direitos da pessoa e das reformas sociais (GS26).</p>
<p style="text-align: justify;">Coerente com o Evangelho, o Concílio defende o respeito às pessoas e denomina de infame tudo quanto se opõe à vida: toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas de violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis (GS27).  Todavia, os Bispos conciliares lembram a necessária caridadee o esforço para dialogar com os grupos que desrespeitam a pessoa e a sua dignidade, pois também estes são grupos humanos (GS28).</p>
<p style="text-align: justify;">A igualdade entre todos os homens deve ser cada vez mais reconhecida e, nesta perspectiva, é inaceitável que haja desigualdades econômicas e sociais, pois estas são obstáculo à justiça social, à equidade, à dignidade e à paz social e internacional. O Concílio lembra que cabe às instituições humanas, privadas ou públicas servir à dignidade e ao destino do homem, combatendo qualquer forma de sujeição política ou social, e salvaguardando, sob qualquer regime político, os direitos humanos fundamentais (GS29). Afirma, também, que a justiça e a caridade devem imperar em favor do bem comum e, em função disso, são superiores a uma ética puramente individualista (GS30). Só haverá justiça se houver leis justas, isto é, se houver ‘boa política’ que é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do bem comum e de transformar a sociedade, tornando-se uma forma elevada de caridade enquanto permitea construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Nesta perspectiva, pode-se afirmar que a ação política é ação ética e escatológica [4].</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o que importa é refletir e procurar perceber como a Igreja passou a atuar depois do Concílio. A GS chamada de ‘Constituição Pastoral’ deixa muito claro que, como Pastora que é a Igreja deve conduzir o seu rebanho e cuidar para que ele se desenvolva e contribua na sociedade em que está inserido. Especialmente na América Latina, a recepção do Concílio, através das Conferências Episcopais Latino Americanas (CELAM), insiste no protagonismo dos leigos e leigos que tornam a Igreja presente no mundo nas mais diversas instituições sociais tais como: a família, a escola e a comunidade. Nestes lugares, cada um é chamado a ser fermento, sal e luz. O texto da carta aos Hebreus (Hb 11,1-40) traz uma síntese da história da fé encarnada na realidade econômica, política, social e religiosa do povo de Deus. O texto ensina que pela fé se realiza concretamente uma ação libertadora, construtora da justiça, promotora da paz, em vista do bem comum, o que confirma que “a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26).</p>
<p style="text-align: justify;">Para que todos cumpram com sua função social é necessário que a educação seja uma prioridade das sociedades e, de outro lado, a formação humana também se constrói no serviço à comunidade, por isso, o Concílio estimula que as pessoas, e especialmente os cristãos, participem dos assuntos públicos nos movimentos sociais, nos Conselhos Municipais, nos sindicatos, nas associações, nas organizações e nos partidos. É preciso lembrar que a GS pode ser considerada uma carta de intenção sobre como a Igreja desejou se fazer presente no mundo, através da ação e do testemunho de cada cristão leigo, sem descuidar-se da participação na comunidade eclesial, celebrando e alimentando a espiritualidade. “A fé é compromisso que é preciso repartir…”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;">[1] Irineu de Lião, Contra as Heresias IV, 20, 7, Paulus, SP.</p>
<p style="text-align: justify;">[2] Sistema que exclui das Igrejas o exercício do poder político.</p>
<p style="text-align: justify;">[3] Discurso do papa<a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html" target="_blank">Paulo  VI na Sede da  ONU</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a></p>
<p style="text-align: justify;">[4] Que trata do destino final do homem e do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências eletrônicas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CNBB, <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">Missão</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">e</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf" target="_blank">Ministérios</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">dos</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">cristãos</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">leigos</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">e</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">leigas</a>, (docto 62), 1999.</p>
<p style="text-align: justify;">Manzone,  Gianni,  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Dignidade</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Pessoa</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840" target="_blank">Humana</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">na</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Doutrina</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Social</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">da  Igreja</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Pontifício Conselho ‘Justiça e Paz’, <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html" target="_blank">Compêndio</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Doutrina</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Social da Igreja</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para Refletir</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Como você define o que é “Dignidade Humana”?</p>
<p style="text-align: justify;">2) Como a Igreja e os cristãos têm atualizado a mensagem do Evangelho na promoção do ser humano em sua dignidade de filho de Deus?</p>
<p style="text-align: justify;">3) Como você a participação dos cristãos leigos e leigas nos diversos segmentos da sociedade civil e especialmente na política?</p>
<p><strong>Este texto está publicado no site</strong>: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/pessoa-e-a-comunidade-humana/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/pessoa-e-a-comunidade-humana/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/05/ficha19-gs02/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 18 &#8211; Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES &#8211; Uma Igreja atenta às alegrias, angústias e esperanças da humanidade (GS01)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/04/ficha18-gs01/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/04/ficha18-gs01/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 00:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Liturgia diária]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16694</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES Sobre a Igreja no mundo de hoje Com esta 18ª Ficha, iniciamos o estudo da Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” (GS), sobre a Igreja no mundo de hoje. Ela, juntamente com as Constituições Sacrosanctum Concilium (SC), Lumen Gentium (LG) e Dei Verbum (DV) formam o que podemos chamar de “Corpo Constitucional” do Concílio Vaticano II, a partir do qual emanaram todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #0000ff;"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></span><strong></strong></p>
<p align="center"><img src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/04/cruz_GS-231x139.jpg" alt="cruz_GS" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="text-align: justify;">Com esta 18ª Ficha, iniciamos o estudo da </span><a style="text-align: justify;" href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”</a><span style="text-align: justify;"> (GS), sobre a Igreja no mundo de hoje. Ela, juntamente com as Constituições </span><strong style="text-align: justify;">Sacrosanctum Concilium (SC),</strong><span style="text-align: justify;"> </span><strong style="text-align: justify;">Lumen Gentium (LG) </strong><span style="text-align: justify;">e </span><strong style="text-align: justify;">Dei Verbum (DV) </strong><span style="text-align: justify;">formam o que podemos chamar de “Corpo Constitucional” do Concílio Vaticano II, a partir do qual emanaram todos os demais Documentos Conciliares.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Promulgada pelo Papa Paulo VI, no dia 07 de Dezembro de 1965, esta Constituição se abre pelas palavras latinas <em>Gaudium et Spes </em>que se traduzem por Alegrias e Esperanças<em>,</em> e que lhe dão o título, de acordo com a tradição eclesiástica [1].</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de um longo documento, que abrange 93 artigos, dividido de acordo com o seguinte plano: <strong>Proêmio: </strong>Solidariedade da Igreja com a Família Humana Universal, que é destinatária das palavras do Concílio, e para quem a Igreja se põe a serviço; <strong>Introdução</strong>: A Condição do Homem no Mundo de Hoje; <strong>I Parte:</strong> “A Igreja e a Vocação do Homem”, dividida em quatro capítulos: Cap. I: A Dignidade da Pessoa Humana, Cap. II: A Comunidade Humana, Cap. III: Sentido da Atividade Humana no Mundo, Cap. IV: Função da Igreja no Mundo de Hoje; e, <strong>II Parte:</strong> ”Alguns Problemas mais Urgentes”, dividida em outros quatro capítulos: Cap. I: A Promoção da Dignidade do Matrimônio e da Família, Cap. II: A Reta Promoção da Cultura, Cap. III: Vida Econômico-social, Cap. IV: A Vida da Comunidade Política [2].</p>
<p style="text-align: justify;">Em nosso estudo, o Documento será dividido em cinco Fichas: GS-01 – Uma Igreja atenta às alegrias, angústias e esperanças da humanidade; GS-02 – A pessoa e a Comunidade Humana segundo a Igreja; GS-03 – A vocação do homem e a função da Igreja no mundo contemporâneo; GS-04 – A dignidade do Matrimônio e da Família, e a promoção da Cultura; e GS-5 – Desenvolvimento econômico, político e social: o novo nome da Paz.</p>
<p style="text-align: justify;">A GS é denominada Constituição Pastoral, porque seu conteúdo, a partir do Proêmio, demonstra a clara intenção de apresentar uma nova autocompreensão da vocação da Igreja como serviço (diaconia) ao mundo e à humanidade e, embora na sua primeira parte trate de questões doutrinárias, na segunda, vai tratar de vários aspectos da vida de hoje e da sociedade humana, enfatizando os problemas mais urgentes que atingem a humanidade, portanto, questões pastorais (Nota 1 da GS). Ela revela a tendência inovadora de grande parte dos Bispos conciliares que desejavam uma renovação pastoral na Igreja, com a clara intenção de torná-la mais próxima do mundo moderno, fazendo brotar e alimentar a esperança da humanidade num mundo melhor. Nesta perspectiva, é muito significativa a visita que o Papa Paulo VI fez à <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.vatican.va%2Fholy_father%2Fpaul_vi%2Fspeeches%2F1965%2Fdocuments%2Fhf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNHNKk7szsMSZlP9MZRn1o8EAXkFdg" target="_blank">Sede</a> <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.vatican.va%2Fholy_father%2Fpaul_vi%2Fspeeches%2F1965%2Fdocuments%2Fhf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNHNKk7szsMSZlP9MZRn1o8EAXkFdg" target="_blank">da</a>  <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.vatican.va%2Fholy_father%2Fpaul_vi%2Fspeeches%2F1965%2Fdocuments%2Fhf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNHNKk7szsMSZlP9MZRn1o8EAXkFdg" target="_blank">ONU</a>, em 4 de outubro de 1965, quando, em seu discurso aos representantes dos vários países, quase antecipou aquilo que seria a linha mestra da GS e da futura Encíclica  <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html" target="_blank">Populorum</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html" target="_blank"><em>Progressio</em></a><em>, </em>ao dizer que: ‘esta Organização (ONU) representa o caminho obrigatório da civilização moderna e da paz mundial’.</p>
<p style="text-align: justify;">De fundamental importância para o <em>aggiornamento </em>preconizado pelo Papa João XXIII, e assumido por Paulo VI, a GS e a LG trouxeram uma nova visão da Igreja para o mundo e do mundo para a Igreja. Na sua abertura ao diálogo com toda a humanidade, a Igreja ‘Povo de Deus’ se faz presente na história humana buscando a reformulação das estruturas pecaminosas que são as causas da injustiça, da opressão e da exclusão social. Não sem razão, o Padre Alfredo J. Gonçalves se refere à GS como a “Carta Magna da Pastoral Social” [3], pois ela foi a base para o surgimento das chamadas pastorais sociais, implantadas nos últimos cinquenta anos, cuja ação se dá em função da consciência de que a Igreja somente será sinal do Reino, na história humana, se anunciar, com suas práticas e consequências, o Evangelho de Cristo a todos (GS43).</p>
<p style="text-align: justify;">Na <a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/mundo_24dez1965.htm" target="_blank">Mensagem de Natal de 1965</a>, o Papa Paulo VI citando à GS, lembra que  ”As páginas dessa constituição levam de novo a Igreja ao meio da vida contemporânea, não para dominar  a sociedade, nem para dificultar o autônomo e honesto  desenvolvimento  de  suas atividades, mas  para iluminá-la,  sustentá-la  e  consolá-la” , no  destino  transcendente  de  salvação e  de  felicidade ”aberto  aos  homens por  esse   Cristo   cujo  humilde e  glorioso nascimento celebramos”.  Embora publicada há quase 50 anos, ela continua trazendo elementos preciosos para entender as transformações às quais passa a sociedade moderna.</p>
<p style="text-align: justify;">No Proêmio, o Concílio Vaticano II, colocando-se em completa solidariedade com a humanidade, dirige a sua palavra a todos os homens, e deseja expor-lhes o seu modo de conceber a presença e atividade da Igreja no mundo de hoje (GS2).<em> </em>Demonstra a sua solidariedade, respeito e amor para com a família humana, estabelecendo com ela um diálogo iluminado à luz do Evangelho, fornecendo os recursos que a própria Igreja recebe de seu Fundador, na perspectiva de salvação da pessoa humana e renovação da sociedade. E, embora  a humanidade seja destinatária de suas palavras e de sua mensagem, a Igreja se dirige, principalmente, à sua parcela mais sofrida, a exemplo de Cristo (GS3).</p>
<p style="text-align: justify;">Na Introdução, a GS delineia alguns problemas que afetam a humanidade, e a própria condição do homem e da mulher no mundo atual (GS4); as profundas mudanças ocorridas nos últimos tempos no campo social, psicológico, moral e religioso, bem como os avanços da ciência e da técnica (GS5); as mudanças sociais (GS6); as mudanças Psicológicas, Morais e Religiosas (GS7); e, sobretudo, os desequilíbrios pessoais familiares e sociais do mundo moderno (GS8). Elabora ainda uma síntese das aspirações mais universais da humanidade, convencida de que o gênero humano pode e deve dominar mais intensamente as coisas criadas para estabelecer uma ordem política, social e econômica que sirva para o bem de toda humanidade, sem esquecer que as nações em desenvolvimento, e aquelas que obtiveram sua independência em tempos recentes, desejam participar dos bens universais no campo político e econômico, aspirando ao seu livre desempenho no plano mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Observa, todavia, o aumento cada vez maior da dependência econômica das nações mais pobres em relação às mais ricas e de progresso mais rápido – os oprimidos e famintos interpelam os povos mais ricos; que as mulheres, onde ainda não conseguiram, reivindicam a igualdade de direito e de fato com os homens;  que os trabalhadores almejam não apenas ganhar o necessário para sobreviver, mas desenvolver, pelo trabalho, as próprias qualidades e personalidades, e também, participar na organização da vida econômica, social, política e cultural. Surge, pela primeira vez na história humana o convencimento de todos os povos de que os bens da cultura podem e devem estender-se a todos. Sob todas estas reivindicações lateja uma aspiração mais profunda e universal: as pessoas e os grupos desejam uma vida plena e livre, digna do homem, colocando ao seu próprio serviço tudo quanto o mundo moderno lhes pode oferecer com tanta abundância. Além disso, as nações se esforçam cada vez mais para edificar uma comunidade universal.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do mundo moderno que se apresenta simultaneamente poderoso e débil, capaz de realizar o melhor e o pior, ao homem se abre o caminho da liberdade ou escravidão, do progresso ou do regresso, da fraternidade ou do ódio. Em face deste conflito entre a busca de um mundo melhor por uma parte da humanidade e ambição desenfreada de outra parte, os homens de boa vontade se interrogam sobre sua vocação (GS9).</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando a Introdução, a GS firma a convicção de que, somente à luz da opção evangélica de vida, a humanidade encontrará a chave para a solução dos problemas que a afetam, pois os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno estão vinculados ao desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do ser humano, expondo que:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens, pelo seu Espírito, a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos. Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre. E afirma, além disso, que, subjacentes a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam, cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje, e para sempre. Quer, portanto, o Concílio, à luz de Cristo, imagem de Deus invisível e primogênito de toda a criação, dirigir-se a todos, para iluminar o mistério do homem e cooperar na solução das principais questões do nosso tempo (GS10).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Obs.: As citações textuais foram retiradas do texto da GS postado no <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">site do Vaticano</a></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] Todos os documentos pontifícios assumem como título as primeiras palavras de sua introdução.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>[2] Dependendo da edição ou da editora, podem ocorrer pequenas mudanças nos títulos, sem alterar, no entanto, seu sentido.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>[3] Gonçalves, Alfredo J., <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">A</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Carta</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html" target="_blank">Magna</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">da</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Pastoral</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Social</a></p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Eletrônicas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Constituição</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">Pastoral</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">Gaudium</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">et</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Spes</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html">Encíclica Populorum</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html">Progressio</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html" target="_blank">Discurso do papa </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">Paulo </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">VI</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">na</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">sede</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">O</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">N</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">U</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Gonçalves, Alfredo J., <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">A</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Carta</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Magna</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">da</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Pastoral</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Social</a></p>
<p style="text-align: justify;">Hackmann, Geraldo Luiz Borges, Pe.,<a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Igreja</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246" target="_blank">Lumen</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Gentium</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">e</a>  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Igreja</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Gaudium</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">et</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Spes</a></p>
<p style="text-align: justify;">Hummes, D. Cláudio, Cardeal, <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Contribuições</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244" target="_blank">Gaudium</a><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">et</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Spes</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">para</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">a</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">compreensão</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Pastoral</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">do</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Homem</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">de</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Hoje</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. Sabendo que a GS tem a clara intenção de exprimir as relações da Igreja com o mundo e a humanidade, você acha que esta preocupação do Concílio é procedente,  por quê?</p>
<p style="text-align: justify;">2. De que forma você julga que a Igreja pode colaborar com a humanidade no sentido de auxiliar na resolução dos problemas que a afligem?</p>
<p style="text-align: justify;">3. Qual a importância das pastorais sociais na vida da Igreja e na sociedade?</p>
<p>Este texto está publicado no site: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/18%C2%AA_ficha_gs1/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/18%C2%AA_ficha_gs1/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/04/ficha18-gs01/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha17 – Constituição Dogmática DEI VERBUM &#8211; A Sagrada Escritura na Vida da Igreja (DV05)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha17-dv05/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha17-dv05/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 09:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16085</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Dogmática DEI VERBUM Sobre a Revelação Divina Esta décima sétima ficha e quinta da DV se refere ao último capítulo deste importante documento conciliar. Na dinâmica de abertura do Concílio, este capítulo  destaca o quanto a Sagrada Escritura é importante na vida da Igreja e que ela sempre foi venerada, assim como o próprio Corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #0000ff;"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></span></p>
<p align="center"><a href="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/biblia-aberta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16086" title="biblia-aberta" src="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/biblia-aberta.jpg" alt="" width="231" height="139" /></a></p>
<p>Esta décima sétima ficha e quinta da DV se refere ao último capítulo deste importante documento conciliar. Na dinâmica de abertura do Concílio, este capítulo  destaca o quanto a Sagrada Escritura é importante na vida da Igreja e que ela sempre foi venerada, assim como o próprio Corpo do Senhor, pois ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã.  Em razão disso, a Bíblia não só é alimento, mas, principalmente, regra para a Igreja (CIC 141) (DV21). Conscientes deste grande tesouro e atentos aos sinais dos tempos, os padres conciliares insistem que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis (CIC 131) e em razão disso recordam a importância dos estudos bíblicos como fundamento perene da Teologia e de toda  pregação litúrgica e espiritual, e do contato  com  a Palavra  de Deus  (leitura orante da bíblia) como exigência para todos os cristãos, principalmente aqueles que têm o múnus de ensiná-la.</p>
<p>Como já vimos nas fichas anteriores, A <em>Dei Verbum</em> representou a abertura pastoral para o uso e leitura da Sagrada Escritura pelo povo, até então limitado pela prática eclesial. Antes mesmo da Reforma Protestante, sec. XVI, já havia restrições parciais e locais para a publicação e a leitura da Bíblia, seja em latim ou em vernáculo. Com a Reforma Católica, conhecida como Contra-Reforma, realizada pelo Concílio de Trento (1545 a 1563), essas restrições parciais se tornaram universais. Em 1559, sob Paulo IV, e depois, em 1564, sob Pio IV, a Congregação do Índice promulga o <em>Index Librorum Prohibitorum</em> e veda também que, sem uma licença especial, se pudesse imprimir e possuir Bíblias em vernáculo. Não se tratou de uma proibição absoluta do contato individual com a Escritura, mas restringiu-se o uso da Bíblia só para quem sabia latim. Somente em 1757 foi novamente autorizada a edição da Bíblia em vernáculo.</p>
<p>Após a promulgação das Encíclicas <em>Providentissimus Deus</em>, de Leão VIII (1893); <em>Spiritus Paraclitus</em>, de Bento XV (1914); e <em>Divino Afflante Spiritu</em>, de Pio XII (1943); e o Código de Direito Canônico, de 1917, um novo impulso é dado aos estudos bíblicos, à leitura cotidiana e à divulgação da Escritura, que ficou conhecido como Movimento Bíblico. Como já vimos nas fichas anteriores, quando se iniciou o Vaticano II, muitos Bispos defendiam uma reforma nas orientações eclesiais sobre o uso da Bíblia. No entanto, prevalecia o ambiente de cautela, e ainda durante a redação da DV houve vozes que pediam que o documento exprimisse reservas quanto ao livre acesso dos leigos à Bíblia, devido à preocupação do perigo de uma interpretação equivocada que pudesse levar a erros doutrinais [1].</p>
<p>Na promulgação do documento, os Bispos conciliares, inspirados pelo Espírito Santo, recordam que a Igreja fez sua a antiquíssima tradução do Primeiro Testamento, do hebraico para o koiné (grego helênico e/ou popular), chamada de  Versão dos Setenta ou Septuaginta [2], realizada entre os séculos  III e I a.C; que guardam grande consideração  pela Vulgata [3], mas lembram que a dinamicidade do mundo moderno exige que haja traduções para as diversas línguas, que devem ser sempre feitas com zelo e atenção, de preferência a partir dos textos originais (DV 22).</p>
<p>O documento lembra que a Igreja conta com a colaboração dos exegetas católicos e com demais teólogos para a investigação e explicação da Sagrada Escritura. Assim, sob o cuidado do Magistério, a Igreja cuida para que um maior número de ministros da Palavra possa oferecer, ao povo de Deus, o alimento advindo das Escrituras, iluminando as inteligências, fortalecendo as vontades e inflamando os corações dos homens no amor a Deus (DV23). O Concílio insiste que a Teologia tem seu fundamento na Palavra de Deus e nela encontra firmeza, se atualiza e investiga, à luz da fé, toda a verdade do mistério de Cristo (DV24).</p>
<p>A DV, além de promover o acesso, recomenda o contato íntimo, o estudo e a leitura assídua da Sagrada Escritura aos padres, principalmente, para a pregação das homilias; aos diáconos e catequistas encarregados do ministério da Palavra, da pregação pastoral e da instrução cristã, pois, segundo São Jerônimo, o “desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Jesus Cristo”, para que comuniquem, com fidelidade e amor, as riquezas da Palavra Divina. O Concílio exorta os fiéis a aprenderem a ciência de Jesus Cristo com a leitura frequente da Palavra de Deus, de modo particular o Segundo Testamento e sobretudo os Evangelhos; façam cursos, participem de estudos bíblicos e pratiquem a leitura espiritual e oração sempre acompanhados da Sagrada Escritura, pois, segundo Santo Ambrósio “falamos com Deus quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (DV25).</p>
<p>Ao final desta Constituição Dogmática, os padres conciliares concluem “que seja difundida a Palavra de Deus e acolhida com honra” (2Ts 3,1) por meio da leitura e dos estudos dos Livros Sagrados, a fim de que os corações dos homens encham-se do tesouro da Revelação confiado à Igreja. E, confiantes esperam um novo impulso espiritual e aumento da veneração pela Palavra de Deus “que permanece para sempre” (Is 40,8; cf IPd 1,23-25) (DV 26).</p>
<p>No ano de 2008 realizou-se, no Vaticano, a  XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema ‘A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja’, que foi uma confirmação da DV. Deste Sínodo, o papa Bento XVI escreveu a<a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html" target="_blank">Exortação Apostólica <em>Verbum </em><em>Domini</em></a> que está divida em três partes. A primeira denominada<em>Verbum Dei</em>, “A revelação de Deus que Se dá a conhecer no diálogo com as criaturas” ( 6-49); a segunda parte é<em> Verbum in Ecclesia</em>, “A Palavra de Deus e a Igreja” , relação entre Cristo, Palavra do Pai, e a Igreja (50-89); e a última parte denominada <em>Verbum Mundo</em>, que trata da “A Missão da Igreja” (90-120) que brota da palavra de Deus.</p>
<p>Ao tomar contato com este capítulo, se percebe o grande incentivo que a Igreja deu  ao que hoje chamamos de Pastoral Bíblica. Nestes cinquenta anos, graças a este importante documento, a Sagrada Escritura tornou-se algo muito presente na vida de muitas pessoas. O estudo da Bíblia é o tema mais requisitado pelos agentes de pastoral e, cada vez mais, se multiplicam os grupos de reflexão bíblica nas paróquias e comunidades. Se hoje, na maioria dos encontros se faz a leitura e a meditação da palavra de Deus, isso se deve à DV.</p>
<p>Para concluir a reflexão sobre esta ficha, ouça e medite a música “Tua Palavra” de <a href="http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheAutor.aspx?IDAutor=7636" target="_blank">Zé Vicente</a>,  o grande cantador da CEBs.</p>
<div id="powerpress_player_4942"><object width="320" height="24" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/plugins/powerpress/FlowPlayerClassic.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="pluginspage" value="http://www.adobe.com/go/getflashplayer" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="flashvars" value="config={&quot;autoPlay&quot;:false,&quot;autoBuffering&quot;:false,&quot;showFullScreenButton&quot;:false,&quot;showMenu&quot;:false,&quot;videoFile&quot;:&quot;http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/03/Tua-palavra.mp3&quot;,&quot;loop&quot;:false,&quot;autoRewind&quot;:true}" /><embed width="320" height="24" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/plugins/powerpress/FlowPlayerClassic.swf" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" flashvars="config={&quot;autoPlay&quot;:false,&quot;autoBuffering&quot;:false,&quot;showFullScreenButton&quot;:false,&quot;showMenu&quot;:false,&quot;videoFile&quot;:&quot;http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/03/Tua-palavra.mp3&quot;,&quot;loop&quot;:false,&quot;autoRewind&quot;:true}" /></object></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Notas:</p>
<p>[1] <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202"> </a><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202" target="_blank">O Impulso bíblico no Concílio: A Bíblia na Igreja depois da <em>Dei </em><em>Verbum</em></a>- Pe. Cássio Murilo Dias da Silva</p>
<p>2] <a href="http://www.newadvent.org/cathen/13722a.htm" target="_blank">Septuaginta</a>: O nome sugere que esta tradução teria sido concluída em 72 dias, por 72 israelitas, interpretes escolhidos por Deus. A Septuaginta foi  usada pelos judeus helenistas e depois pelos cristãos, e continua sendo usada como base para diversas traduções da Bíblia.</p>
<p>[3] <a href="http://www.newadvent.org/cathen/15515b.htm" target="_blank">Vulgata</a>: A Bíblia traduzida  para o latim, realizada por São Jerônimo, entre fins do século IV e início do século V, a pedido do Papa Dâmaso. Após o Concílio Vaticano II foi criada uma comissão para sua revisão, que foi concluída em 1975, sendo promulgada em 1979, pelo Papa João Paulo II, recebendo o nome de Nova Vulgata.</p>
<p>Gravura: <a href="http://faroldeluz.wordpress.com/2012/03/18/escuta-povo-de-deus/" target="_blank">Escuta, Povo de Deus</a></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p><strong></strong>Barbosa de Souza, d. João Bosco, <a href="http://dbosco.org/2010/11/verbum-domini-o-esperado-documento-sobre-a-palavra-de-deus-na-vida-da-igreja/" target="_blank"><em>Verbum </em><em>Domini</em>,  O esperado documento sobre A Palavra de Deus na vida da Igreja</a></p>
<p>Bento XVI, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html" target="_blank">Exortação Apostólica <em>Verbum </em><em>Domini</em></a></p>
<p>Dias da Silva,  Pe. Cássio Murilo,<a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202" target="_blank">O Impulso Bíblico no Concílio:  A Bíblia na Igreja depois da <em>Dei</em><em>Verbum</em></a></p>
<p>_________________________,  <a href="http://www.airtonjo.com/download/Verbum-Domini.pdf" target="_blank">A Exortação Apostólica <em>Verbum</em></a> <em><a href="http://www.airtonjo.com/download/Verbum-Domini.pdf" target="_blank">Domin</a><a href="http://www.airtonjo.com/download/Verbum-Domini.pdf">i</a></em> in<a href="http://blog.airtonjo.com/2011/03/estudo-do-cassio-sobre-verbum-domini.html" target="_blank">Observatório Bíblico</a></p>
<p>Sbardelotto, Moisés, <a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3708&amp;secao=354" target="_blank">A Palavra de Deus como “acontecimento” e “encontro”</a>. Entrevista de Johan Konings para a Revista I.H.U.</p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol>
<li>Segundo esta ficha, por que a Palavra de Deus é o fundamento da Igreja?</li>
<li>Como o estudo da DV contribuiu para a sua formação?</li>
<li>Como a Igreja e os fiéis têm tornado viva a Palavra de Deus?</li>
</ol>
<p>Este texto está publicado no site: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/a-sagrada-escritura-na-vida-da-igreja/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/a-sagrada-escritura-na-vida-da-igreja/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha17-dv05/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 16 – Constituição Dogmática DEI VERBUM &#8211; O Antigo e o Novo Testamentos (DV04)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha16-dv04/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha16-dv04/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 09:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16081</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Dogmática DEI VERBUM Sobre a Revelação Divina Esta décima sexta ficha, quarta da DV, refere-se aos capítulos IV e V que informam sobre o Primeiro e Segundo Testamentos da Bíblia, comumente conhecidos como Antigo e Novo Testamentos. Segundo Santo Agostinho, Deus escreveu ‘dois Livros’ para a Humanidade: “o primeiro foi a Criação, a Vida, que é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #0000ff;"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></span></p>
<p align="center"><strong><a href="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/BCV.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16082" title="BCV" src="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/BCV.jpg" alt="" width="231" height="139" /></a></strong></p>
<p>Esta décima sexta ficha, quarta da DV, refere-se aos capítulos IV e V que informam sobre o Primeiro e Segundo Testamentos da Bíblia, comumente conhecidos como Antigo e Novo Testamentos.</p>
<p>Segundo Santo Agostinho, Deus escreveu<a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fservicioskoinonia.org%2Fagenda%2Farchivo%2Fportugues%2Fobra.php%3Fncodigo%3D349&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNGjSd25gdk-CGPduZDWjHwDfD2w8Q"> ‘</a><a href="http://servicioskoinonia.org/agenda/archivo/portugues/obra.php?ncodigo=349" target="_blank">dois Livros</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fservicioskoinonia.org%2Fagenda%2Farchivo%2Fportugues%2Fobra.php%3Fncodigo%3D349&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNGjSd25gdk-CGPduZDWjHwDfD2w8Q">’</a> para a Humanidade: “o primeiro foi a Criação, a Vida, que é um livro aberto que revela toda a beleza da mensagem de Deus, pois Ele sempre quis se comunicar com as pessoas. Com o passar do tempo, as fraquezas humanas foram impedindo as pessoas de perceberem a primeira mensagem e Deus decidiu escrever o segundo livro que é a Bíblia, através de pessoas escolhidas para este sagrado fim.” A Bíblia não foi escrita para substituir o Livro da Vida, mas para ser um ‘guia’ que ajude o leitora entendê-lo melhor. Ela é o livro da comunidade que dá ao povo a esperança no Reino de Deus. É como uma grande carta de amor que só pode ser compreendida se lida com o mesmo sentimento com o qual foi escrito. O foco principal é Jesus Cristo, Ele é o centro da Bíblia e, por isso, devemos ler todos os textos a partir d’Ele. Antes de ser escrita, a Sagrada Escritura foi vivida e transmitida oralmente; assim, desde o início da formação do Povo de Deus, com o chamado de Abraão, até a finalização do último texto do Novo Testamento, a III Carta de João, somam-se quase dois milênios de história plenos da Revelação de Deus. Convém destacar que, no cânon da Bíblia, os livros não foram organizado na ordem em que foram escritos e nem na ordem em que os fatos relatados ocorreram.</p>
<p>A importância do Primeiro Testamento reside em  preparar e anunciar a espera do Reino de Deus, a chegada do Filho do Homem por meio do próprio Deus que se manifesta justo e misericordioso na caminhada junto à humanidade criada. Ele é venerado pelos cristãos como verdadeira Palavra de Deus porque a Antiga Aliança nunca foi revogada. Seus textos são divinamente inspirados pelo Espírito Santo, são partes indispensáveis da Sagrada Escritura e revelam a ‘divina pedagogia’ do amor salvífico de Deus (CIC 121-123) [1] (DV 15), entendida pela Igreja como a forma gradual de Deus Se revelar e preparar a humanidade, por etapas, para receber a Revelação que faz de Si próprio, e que vai culminar na Pessoa e missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo (CIC 53). Ele inicia-se com a criação do universo e do homem; descreve a queda da humanidade, a depuração pelo dilúvio, o “arrependimento” de Deus e a restauração da humanidade em Noé e sua descendência; testemunha a presença de Deus junto ao povo de Israel; contém a Antiga Aliança de Deus com aquele povo e o prepara para a vinda de Cristo.</p>
<p>Baseado em Lucas 24,44 -  “Jesus disse: é preciso que se cumpra tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” – a tradição cristã dividiu o Primeiro Testamento em quatro grandes blocos de livros: Leis, Proféticos, Escritos, e acrescentou os livros Históricos. Na atual divisão da Bíblia, os blocos seguem a seguinte ordem: Leis ou ‘Torá’, mais conhecido como <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Pentateuco">Pentateuco</a>, que contém os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os livros <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Livros_Hist%C3%B3ricos" target="_blank">Históricos</a>: Josué,  Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus. Os livros Proféticos que estão divididos em Profetas maiores, que são os livros longos: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel; e Profetas menores, livros menores: Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. E os Escritos, com os diversos livros Poéticos ou <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Livros_Sapienciais" target="_blank">Sapienciais</a>: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico e Lamentações, sendo que este último se encontra no bloco dos livros proféticos por ser Jeremias (profeta) atribuído como o seu autor.</p>
<p>A Igreja considera como Palavra de Deus escrita na linguagem humana, tanto o Primeiro Testamento quanto o Segundo, onde este dá continuidade e reafirma o valor e a atualidade do Primeiro. E, apesar de Cristo ter alicerçado a Nova Aliança no Seu sangue, os livros do Primeiro Testamento integralmente aceitos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua significação completa no Segundo Testamento, e este os iluminam e explicam (DV 16).</p>
<p>O Segundo Testamento tem como objetivo central a Palavra de Deus que se apresenta de modo especial na pessoa de Jesus Cristo, o Seu Filho feito Homem, com seus atos, ensinamentos, paixão e glorificação que se encontram nos quatro Evangelhos e que são o coração de toda a Bíblia. Eles ocupam o primeiro lugar nas Escrituras porque dão o testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado (CIC 124-125).</p>
<p>A Igreja defendeu e defende, sempre e em toda a parte, a origem apostólica dos quatro Evangelhos na certeza de que, aquilo que os apóstolos ouviram de Cristo, eles mesmos pregaram e, juntamente com os seus seguidores, deixaram por escrito, sob a ação do Espírito Santo, como fundamento da fé, após a Ascensão do Senhor. Eles comunicam coisas verdadeiras e sem engano, daquilo que se lembravam, e com base no testemunho daqueles que viram e foram ministros da palavra, com a intenção de dar a conhecer a verdade dos ensinamentos a que foram instruídos. Transmitem, também, com fidelidade, o que Jesus, o Filho de Deus, realmente praticou e ensinou durante a sua vida terrena até o dia em que foi elevado ao céu (At 1,1-2) (DV 17-19).</p>
<p>No Segundo Testamento, além dos <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Evangelhos_e_Actos" target="_blank">Evangelhos</a> Mateus, Marcos, Lucas e João, estão também os <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Evangelhos_e_Actos" target="_blank">Atos dos Apóstolos</a>; as <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Cartas_de_S%C3%A3o_Paulo" target="_blank">Cartas Paulinas</a>: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon; a <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Carta_aos_Hebreus" target="_blank">Carta aos Hebreus</a> e <em>Cartas universais:</em> Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas; e o<a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Livro_do_Apocalipse" target="_blank">Apocalipse</a>. Todos foram redigidos por inspiração do Espírito Santo e revelam o início da Igreja de Cristo e a sua difusão; confirmam o que diz respeito a Cristo Senhor e explicam, mais ainda, a Sua genuína doutrina; e anunciam a Sua consumação gloriosa (DV20).</p>
<p>No Evangelho de Jo 1,3 está escrito: ”o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos!”. Esta frase expressa a intenção dos Textos Sagrados, pois a Palavra de Deus vivida e testemunhada foi codificada para que a memória da comunidade não se perdesse, e a Bíblia é o resultado desse esforço. Entretanto, ela não encerra toda a Revelação, pois, como lemos em Jo 21,25: “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que não caberiam no mundo os livros que seriam escritos.”</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] Catecismo da Igreja Católica</p>
<p>Gravura: <a href="http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/2008/09/bbliao-evangelho-no-se-adapta-ao-nosso.html" target="_blank">Bíblia: O Evangelho não se adapta ao nosso jeito</a><strong></strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Referências Eletrônicas</strong></p>
<p><a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=B%C3%ADblia_Sagrada#A_Sagrada_Escritura.2C_Palavra_de_Deus_aos_homens" target="_blank">A Sagrada Escritura, Palavra de Deus aos homens</a></p>
<p>Bíblia Edição Pastoral, <a href="http://www.paulus.com.br/BP/_P4.HTM" target="_blank">A Leitura da Bíblia</a></p>
<p><a href="http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=1387" target="_blank">Dei Verbum e a Formação do antigo Testamento</a></p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol>
<li>O que esta ficha acrescentou no seu conhecimento sobre a Bíblia?</li>
<li>Como você entende a relação entre o Primeiro e o Segundo Testamentos?</li>
<li>Que relação você faz, entre os dois Testamentos, no que diz respeito à experiência do deserto e à liberdade do homem?</li>
<li>Para você, qual é a importância do Primeiro Testamento?</li>
</ol>
<p><strong>Este texto está publicado no site</strong>: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/antigo-e-novo-testamentos/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/antigo-e-novo-testamentos/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha16-dv04/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 15 – Constituição Dogmática DEI VERBUM – A Inspiração Divina e a Interpretação da Sagrada Escritura (DV03)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha15-dv0/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha15-dv0/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 09:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16074</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Dogmática DEI VERBUM Sobre a Revelação Divina Esta décima quinta ficha, terceira da Dei Verbum, aborda o capítulo III que se refere à natureza da Sagrada Escritura e à graça concedida por Deus à humanidade, dotando-a de capacidades para interpretá-la e compreendê-la segundo sua própria linguagem. Este capítulo deve ser estudado no contexto do Concílio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #0000ff;"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></span></p>
<p align="center"><a href="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/S.Jeronimo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16076" title="S.Jeronimo" src="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/S.Jeronimo.jpg" alt="" width="231" height="139" /></a></p>
<p>Esta décima quinta ficha, terceira da Dei Verbum, aborda o capítulo III que se refere à natureza da Sagrada Escritura e à graça concedida por Deus à humanidade, dotando-a de capacidades para interpretá-la e compreendê-la segundo sua própria linguagem. Este capítulo deve ser estudado no contexto do Concílio Vaticano II, que valorizou a condição humana e os dons que Deus concedeu ao homem para transformar o mundo. Depois de haver colocado com clareza, no segundo capítulo, que o magistério tem a função de zelar pela ‘correta’ interpretação da Sagrada Escritura, este terceiro capítulo enaltece as ciências bíblicas e, especialmente, os exegetas e intérpretes, que são colaboradores e partícipes do magistério da Igreja que, com seus trabalhos, lançam luzes e muito colaboram para que a Sagrada Escritura seja mais compreendida e amada, assim como ensinou Santo Agostinho: ‘só se ama aquilo que se conhece’ [1]. Numa expressão, podemos dizer que Deus, a comunicação por excelência, quis sabiamente, não só Se Revelar, mas dar condições para que o homem O compreendesse. Este capítulo está dividido em três partes: ‘A inspiração e a verdade contida na Sagrada Escritura’; ‘A sua interpretação’; e ‘A condescendência de Deus’.</p>
<p>A Igreja acredita que a Sagrada Escritura contém e é a Revelação de Deus e, justamente por isso, é a Palavra do próprio Deus. Ela é a verdade de Deus querida e manifestada, é a Sua Sagrada Vontade que, através da inspiração, foi codificada para a linguagem humana pelos autores sagrados. A inspiração deve ser entendida como dom da iluminação concedida pelo Espírito Santo ao autor humano para que ele pudesse, com os dados de sua cultura, transmitir uma mensagem fiel ao pensamento de Deus. O Concílio reconhece que Deus agiu diretamente nas faculdades e capacidades daqueles homens escolhidos para que pusessem por escrito, como verdadeiros autores, ‘tudo aquilo’ e ‘só aquilo’ que Ele quisesse, tornando a Sagrada Escritura ensinamentos certos, fiéis e sem erros sobre a verdade relativa à salvação da humanidade (DV11). Pedro escreveu: <em>“… sabei isto: nenhuma profecia da Escritura jamais veio por vontade humana, mas os homens impelidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” </em>(2 Pe 1,19-21). Portanto, a Bíblia é um livro divino-humano que transmite o pensamento de Deus em linguagem humana, ou seja, a Palavra de Deus se revestiu da palavra do homem (judeu e/ou grego, com todas as suas particularidades de expressão), e assemelha-se ao mistério da Encarnação, onde Deus se revestiu de humanidade.</p>
<p>Os padres conciliares acentuam que a diferença de tempo e espaço que existe entre  os escritos do Texto Sagrado e a leitura dos mesmos, no tempo hodierno, deve ser minimizada pelos exegetas e seus auxiliares que buscam meios para tornar a Sagrada Escritura compreensível à interpretação dos homens, sedentos de conhecer as verdades de Deus. Como Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio de homens e à maneira humana, o exegeta, para saber o que Deus quis comunicar, deve investigar com atenção o que os escritores sagrados quiseram explicitar daquilo que Deus desejou manifestar por meio deles, pois a Palavra do próprio Deus não deve ser entendida no sentido literal do texto. É preciso ter em conta a mentalidade, a intenção e os modos peculiares de sentir, dizer ou narrar que eram empregados nos tempos em que foram escritos, e também, os diferentes gêneros literários (históricos, proféticos, poéticos, apocalípticos e epistolares entre outros) para buscar o sentido que eles pretenderam exprimir. Para alcançar este sentido é preciso transcender a tradução exata do texto na forma intelectual, dentro de um processo de vida e de compreensão que se deixa guiar ‘segundo o Espírito’, ou seja, em toda interpretação do Texto Sagrado deve-se ter presente a unidade da Sagrada Escritura e a sua ligação com Jesus Cristo, o centro da fé. Assim, um texto do AT só tem sentido para a fé se for lido à luz do evento salvífico da ressurreição, o que a DV chamou de “analogia da fé”. A leitura e a interpretação devem ser feitas com a ajuda do mesmo Espírito que levou à sua redação, cabendo, pois, aos exegetas procurar entender e expor mais profundamente o seu sentido num trabalho, como que preparatório, que amadureça o julgamento da Igreja, pois todas essas coisas estão sujeitas ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandato e o ministério de guardar e interpretar a Palavra de Deus (DV12).</p>
<p>O Concilio de Trento, com fundamento na Tradição Apostólica, estabeleceu definitivamente o Cânon Bíblico, conjunto de 73 livros considerados inspirados por Deus que compõem a Bíblia Católica, sendo 46 do AT e 27 do NT [2]. Outros escritos não foram incluídos por serem considerados apócrifos, ou seja, não inspirados. Por outro lado, as Igrejas nascidas da Reforma Protestante não reconhecem sete destes livros, além de algumas citações, todos do Antigo Testamento, porque acreditam não terem sido inspirados por Deus e, também, por terem sido escritos em língua grega e não hebraica ou aramaica. Os livros são: Tobias, Judite,  I e II Macabeus, Baruc, Sabedoria e Eclesiástico; e as citações são: Daniel 3,24-90, 13-1.4 e Ester 10,4-16,24.</p>
<p>O Concílio Vaticano II recorre ao termo ’<strong><em>Condescendência de Deus’,</em></strong> de São João Crisóstomo, doutor da Igreja, a fim de expressar o cuidado de Deus para que os homens tivessem acesso à Revelação. O magistério eclesial ensina que, sem precisar, Deus quis valer-se da natureza humana para que ela conhecesse os seus desígnios. Esta condescendência de Deus realizou-se, de modo insuperável, na encarnação do Verbo, a Palavra eterna que se exprime na criação e se comunica na história da salvação, não como um discurso, conceitos ou regras, mas na própria pessoa de Jesus. A sua história, única e singular, é a Palavra definitiva que Deus diz à humanidade (DV13).</p>
<p>Graças, pois ao trabalho de milhares de homens e mulheres exegetas, toda a humanidade pôde ter acesso à Sagrada Escritura, acesso este que foi enormemente facilitado com a abertura da Igreja, manifestada na Dei Verbum, possibilitando o povo ter a Bíblia para estudá-la em comunidade ou individualmente, de modo especial, também, através da <em>Lectio Divina</em> ou Leitura Orante. Os exegetas colaboraram, e colaboram até hoje, para que o povo tenha às mãos um texto agradável de ser lido na medida em que, com seus estudos e questionamentos, impulsionam a Igreja à frente para caminhar junto ao seu povo, tornando a Palavra de Deus sempre viva e atual, como verdadeira água viva que jorra através dos tempos.</p>
<p>Por fim, não se pode deixar de observar que o  maior ensinamento da Dei Verbum é que qualquer texto bíblico não deve ser lido como ação de Deus no passado, mas a partir do evento Jesus Cristo, a Revelação por excelência,  Aquele que manifesta a face de Deus ao mundo.</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p>[1] Santo Agostinho, A Trindade – Livro X, capítulos 1 e 2, págs. 308/315 – Paulus, 1995, São Paulo</p>
</div>
<div>
<p>[2] Catecismo da Igreja Católica 120</p>
</div>
<p><strong>Referências Eletrônicas</strong></p>
<p>Bettencourt, D. Estêvão, <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">O</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">que</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">é</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">inspiração</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">bíblica</a><a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">?</a></p>
<p>Mendes, Jones Talai e Santos, Eduardo da Silva,<em> </em><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/view/2733" target="_blank">Considerações sobre inspiração bíblica</a></p>
<p>Zilles, Urbano:<em> </em><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/view/4485" target="_blank">O Magistério dos bispos e o Magistério dos doutores</a></p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol>
<li>Depois de ter meditado sobre as informações desta ficha, podemos afirmar que a Bíblia verdadeiramente é a Palavra de Deus? E por quê?</li>
<li>Para você é importante estudar o Texto Sagrado e qual lhe parece ser a forma ou formas corretas de estudar a Bíblia?</li>
<li>Diante das afirmações da Dei Verbum, você acha importante o estudo do Primeiro ou Antigo Testamento?</li>
</ol>
<p><strong>Este texto está publicado no site: </strong><a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/inspiracao-divina/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/inspiracao-divina/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha15-dv0/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 14 – Constituição Dogmática DEI VERBUM &#8211; A Transmissão da Revelação Divina (DV02)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha-14-dv02/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha-14-dv02/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 09:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16070</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Dogmática DEI VERBUM Sobre a Revelação Divina A décima quarta ficha, segunda da DV, refere-se ao capítulo II que trata da delicada e importante  missão de interpretar e transmitir a Revelação Divina. Em pleno século XXI, a mensagem de Cristo continua sendo anunciada segundo o mandamento do Senhor: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #0000ff;"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></span></p>
<p align="center"><a href="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/bdv02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16071" title="bdv02" src="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/bdv02.jpg" alt="" width="231" height="139" /></a></p>
<p>A décima quarta ficha, segunda da DV<strong>, </strong>refere-se ao capítulo II que trata da delicada e importante  missão de interpretar e transmitir a Revelação Divina. Em pleno século XXI, a mensagem de Cristo continua sendo anunciada segundo o mandamento do Senhor: <em>“Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” </em>(Mt 28,19-20a). Todos aqueles que a transmitem, fazem isso pela fé e acreditam cumprir o mandamento do Senhor. Todavia, é necessário reconhecer que, ao longo do tempo, diversas formas de anunciar o Evangelho se sucederam. Disso se constata que, tanto a ação de interpretar quanto a de transmitir são realizadas por pessoas que estão situadas no tempo e no espaço e, portanto, são passíveis de ser influenciadas pelas circunstâncias históricas e temporais. Especialmente, em nosso tempo, com a multiplicação de muitas religiões de matriz cristã e com o ceticismo moderno, surgem questões  relativas à interpretação e à transmissão da Revelação, tais como, se o que se anuncia fora mesmo dito por Jesus, o Cristo, e/ou por seus contemporâneos. A existência do ditado popular: ‘quem conta um conto acrescenta um ponto’ revela que toda transmissão contém também uma interpretação. De outro lado, na perspectiva da fé, a interpretação deve ser vista como um serviço que a Igreja presta à comunidade, e cabe ao ouvinte ter discernimento para buscar a essência do anúncio.</p>
<p>Os questionamentos relativos à transmissão e interpretação da Sagrada Escritura tomaram vulto a partir da Reforma Protestante (1517) quando Lutero questionou se os ensinamentos da Igreja eram fundamentados na Bíblia ou nos ensinamentos do clero e na doutrina acumulada nos séculos anteriores. O Concílio de Trento (1545 a 1563), conhecido também como Contra-Reforma, confirmou que o Magistério da Igreja e a Tradição eram responsáveis pela ‘interpretação’ e ‘transmissão’ da Revelação Divina contida na Sagrada Escritura e que somente o clero poderia interpretar e transmitir a Palavra de Deus. Isto foi aceito pela comunidade católica, mas não pelas Igrejas ligadas à Reforma Protestante que continuavam a defender que cada fiel possui a graça para interpretar a Sagrada Escritura, a seu modo. A partir do século XVI a Igreja também sofreu severas críticas da sociedade moderna por tentar conter as ideologias que esta propagava, essencialmente, a supervalorização da subjetividade e a liberdade de consciência, e pela forma da Igreja de se fazer presente na sociedade. Entretanto,alguns membros do clero se esforçavam por tornar a Igreja aberta e interessada nos estudos bíblicos. Em 1890, os dominicanos fundaram, por conta própria, a Escola Bíblica de Jerusalém que muito contribuiu para os estudos bíblicos e para as futuras traduções da Sagrada Escritura. Atento aos sinais dos tempos, o papa  Leão XIII (1878-1903) que era bastante sensível às mudanças na Igreja criou, em 1902, a Pontifícia Comissão Bíblica e a responsabilizou por promover os estudos da Sagrada Escritura. Em 1909, durante o pontificado de Pio X, esta Comissão fundou o Pontifício Instituto Bíblico, em Roma, com a finalidade de zelar pela ortodoxia [1] católica nos estudos bíblicos. A partir de 1942, o movimento francês “Nova Teologia” retomou o estudo das fontes cristãs:  ‘A Escritura e os escritos Patrísticos ’e  deu-se início à publicação da coleção  de textos antigos <em>Sources Chretiennes</em> (Fontes Cristãs). Em 1943, consciente das novas pesquisas bíblicas nos meios protestante e católico, o papa Pio XII  publica a Encíclica <em>Divino Afllante Spiritu</em> que reconhece a importância dos estudos e da exegese bíblica [2], o que foi visto como um grande avanço da Igreja, por isso, ela é considerada a precursora da Constituição Dogmática DV.</p>
<p>É, pois, dentro deste contexto que os padres conciliares entenderam que era o momento da Igreja se posicionar diante de um assunto tão importante. Durante três anos, estudaram, debateram e publicaram a DV. Isso não significa que todas as opiniões foram concordes na produção do documento, tanto que foi um dos mais demorados a ser produzido. Entretanto, ele deve ser visto na perspectiva do Concílio: uma Igreja que deseja se abrir ao mundo e às várias realidades eclesiais, por isso o Vaticano II teve a participação de bispos de todos os continentes. O resultado foi deixar claro que a Revelação de Deus é dinâmica e que, justamente por isso, o conjunto dos livros que formam a Sagrada Escritura deve ser sempre objeto de estudo.</p>
<p>A DV procura legitimar que a transmissão da Revelação Divina faz parte do Magistério, segundo a Tradição Apostólica. Ela recorda que Cristo Senhor ordenou aos apóstolos o anúncio e a pregação do Evangelho que Ele veio cumprir como fonte de toda verdade e de toda regra moral, comunicando-lhes, assim, os dons divinos. E eles cumpriram este mandato fielmente! E, para perpetuar esta missão, deixaram como seus sucessores os bispos, ‘transmitindo-lhes a sua própria função de ensinar’; e, para que o Evangelho se conservasse perenemente íntegro e vivo na Igreja, interpretassem  a Revelação de Deus contida na Sagrada Escritura e a atualizassem a seu tempo, compreendendo, assim, que a Revelação é continua.</p>
<p>A Igreja entende que a Tradição Apostólica está relacionada ao ensinamento da doutrina que é feita pelo Magistério, e corresponde à forma como a Igreja vive e ao culto que realiza no seu tempo, transmitindo a todas as gerações aquilo que é e o que crê, acreditando que o conhecimento da verdade divina é cumulativo. Nisto reside a Tradição, tal qual um tesouro em que, a cada dia, se descobre e se interpreta de forma renovada a Palavra de Deus, entendendo que Deus se comunicou  e se comunica através das Sagradas Escrituras (DV8).</p>
<p>A Tradição Apostólica e a Sagrada Escritura estão estreitamente relacionadas entre si, pois derivam da mesma fonte divina que é Jesus Cristo. Ambas se caracterizam por conterem em si mesmas o Verbo de Deus, Jesus Cristo, a Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo escrita na Sagrada Escritura, ou confiada diretamente aos apóstolos pelo próprio Cristo Senhor na Sagrada Tradição. A respeito de todas as coisas reveladas, portanto, a Igreja tira a sua certeza tanto de uma como de outra, e portanto, ambas devem ser recebidas e veneradas com igual afeto e piedade (DV9). <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/blog/tag/concilio-vaticano-ii/" target="_blank">A<strong> </strong>Tradição Apostólica não fecha o acesso à Escritura</a>, ao contrário o abre, portanto, a Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da Palavra de Deus, confiado à Igreja.</p>
<p>Somente ao Magistério vivo da Igreja, ao sacerdócio ministerial hierárquico cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo, é confiada a interpretação autêntica da palavra de Deus contida na Tradição ou na Sagrada Escritura, não estando ele, portanto, acima da palavra divina, mas ao seu serviço na transmissão e no ensinamento, inspirado sempre pelo Santo Espírito. Fica, portanto, perfeitamente explicitado que a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, segundo o perfeito plano de Deus, estão de tal maneira ligados entre si que um não se mantém sem o outro e, juntos, cada um ao seu modo, sob a ação de um só Espírito Santo, colaboram eficazmente para a salvação das almas (DV10).</p>
<p>O Papa Bento XVI, no <a href="http://storico.radiovaticana.org/por/storico/2009-04/282145_o_exegeta_catolico_estara_atento_a_captar_a_palavra_de_deus_no_interior_da_propria_fe_da_igreja_bento_xvi_a_pontificia_comissao_biblica_so.html" target="_blank">Encontro dos membros do Pontifício Instituto Bíblico</a>, por ocasião do centenário da sua fundação em 2009, recordou que “à Igreja está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a Palavra de Deus”, e pediu que a Sagrada Escritura seja, neste mundo secularizado, não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os crentes de Cristo, e que os bispos, conscientes do serviço que lhes pede a Igreja, aproximem a Bíblia à vida do Povo de Deus para que confronte adequadamente as provocações que os tempos modernos expõem à nova evangelização.</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p>[1] Ortodoxia: A palavra vem do grego “orthós” = retos e “dóxa” = opinião que, por analogia, expressa a correta doutrina.</p>
</div>
</div>
<div>
<div>
<div>
<p>[2] exegese: É a interpretação minuciosa de um texto ou uma obra que busca o sentido que o autor lhe deu.</p>
</div>
</div>
</div>
<p><strong>E-referências</strong></p>
<p><em>Bento </em><em></em><em>XVI<em></em>, </em><em>papa, </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2005/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20050916_40-dei-verbum_po.html" target="_blank">Discurso aos participantes no Congresso Internacional por ocasião do 40ºaniversário da Constituição Dogmática Dei Verbum - 2005</a></p>
<p><em>Bento </em><em></em><em>XVI<em></em>, </em><em>papa, </em><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fbit.ly%2FhiS8QD&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNEQm0NTXIfyL-NS34F-81UEsIBisw"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html" target="_blank">Exortação Apostólica Pós-Sinodal <em>Verbum </em><em>Domini</em><em> - 2010</em></a></p>
<p>Bíblia Católica News, <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/blog/biblia/bento-xvi-e-biblia-metodo-historico-critico-sim-mas-a-partir-do-magisterio/" target="_blank">Bento XVI e Bíblia:  Método histórico-crítico sim, mas a partir do Magistério</a><a href="http://storico.radiovaticana.org/por/storico/2009-04/282145_o_exegeta_catolico_estara_atento_a_captar_a_palavra_de_deus_no_interior_da_propria_fe_da_igreja_bento_xvi_a_pontificia_comissao_biblica_so.html" target="_blank"> </a></p>
<p>Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, <a href="http://storico.radiovaticana.org/bra/storico/2008-11/248315_dia_de_estudo_sobre_a_palavra_de_deus_na_liturgia.html" target="_blank">Dia de e Estudo sobre “A Palavra de Deus na Liturgia” </a></p>
<p><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html" target="_blank">Constituição Dogmática Dei Verbum</a></p>
<p><a href="http://storico.radiovaticana.org/por/storico/2009-04/282145_o_exegeta_catolico_estara_atento_a_captar_a_palavra_de_deus_no_interior_da_propria_fe_da_igreja_bento_xvi_a_pontificia_comissao_biblica_so.html" target="_blank">Encontro da Pontifícia Comissão Bíblica em 2011 com o Papa Bento XVI - Sobre a “Inspiração e verdade da Bíblia”</a></p>
<p><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20081025_elenco-prop-finali_it.html" target="_blank">Lista final de Proposições - Sínodo dos Bispos - XII Assembleia Geral Ordinária </a></p>
<p>Soares da Costa, Dom  Henrique <a href="http://www.domhenrique.com.br/index.php/doutrina-catolica/347-a-dei-verbum-" target="_blank"> A Dei Verbum</a></p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol>
<li>Como a sua Paróquia, ou a sua comunidade, tem cumprido a responsabilidade da transmissão do Evangelho?</li>
<li>O que você entende por ‘A Tradição da Igreja é de origem apostólica’.</li>
<li>Como você entende a relação existente da Tradição Apostólica e da Sagrada Escritura com o Magistério da Igreja?</li>
</ol>
<p>Este texto está publicado no site: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/transmissao-da-revelacao-divina/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/transmissao-da-revelacao-divina/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha-14-dv02/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficha 13 &#8211; Constituição Dogmática DEI VERBUM &#8211; A Revelação Divina (DV01)</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha13-cvii/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha13-cvii/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Jan 2013 15:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida de crianças na missa]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese para crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças na Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Desenhos para colorir Diversão para os pequeninos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização de Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[JESUS]]></category>
		<category><![CDATA[Material para Catequistas]]></category>
		<category><![CDATA[textos de formação católica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pequeninosdosenhor.org/?p=16035</guid>
		<description><![CDATA[Constituição Dogmática DEI VERBUM Sobre a Revelação Divina Esta décima terceira Ficha dá início ao estudo da Constituição Dogmática Dei Verbum (DV) e aborda o Proêmio e o Capítulo I que se refere à Revelação de Deus à humanidade, em Cristo Jesus. Esta Constituição foi um dos últimos documentos a serem aprovados, e a terceira Constituição promulgada pelo Concílio Vaticano II, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #0000ff;"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></span></p>
<div>
<p align="center"><a href="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/Biblia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16037" title="DCIM100MEDIA" src="http://www.pequeninosdosenhor.org/wp-content/uploads/2013/01/Biblia.jpg" alt="" width="231" height="139" /></a></p>
<p>Esta décima terceira Ficha dá início ao estudo da <a href="http://bit.ly/3Z1SG">Constituição</a> <a href="http://bit.ly/3Z1SG">Dogmática</a> <em><a href="http://bit.ly/3Z1SG">Dei</a> </em><a href="http://bit.ly/3Z1SG"><em>Verbum</em></a> (DV) e aborda o Proêmio e o Capítulo I que se refere à Revelação de Deus à humanidade, em Cristo Jesus.</p>
<p>Esta Constituição foi um dos últimos documentos a serem aprovados, e a terceira Constituição promulgada pelo Concílio Vaticano II, assinada pelo Papa Paulo VI  e pelos Bispos Conciliares a 18 de novembro de 1965. É o mais breve documento, porém o que foi mais longamente discutido.</p>
<p>Como já refletido, anteriormente, na <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">Ficha</a><a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/"> 1 – </a><a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">História</a><a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">: </a><a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">O</a> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">que</a> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">é</a> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">um</a> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">Concílio</a><a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/ficha-1_historia-o-que-e-um-concilio/">?</a>, o  tema Revelação  e Sagrada Escritura despertou muito interesse na Igreja desde o início do século passado, de forma que no Concílio Vaticano II houve calorosos debates, que geraram 102 “proposições” agrupadas inicialmente em dois capítulos que foram desmembrados em ‘um Proêmio e seis capítulos’: I – A Revelação; II – A Transmissão da Revelação Divina; III – A Inspiração Divina e a Interpretação da Sagrada Escritura; IV – O Antigo Testamento; V – O Novo Testamento; e VI – A Sagrada Escritura na vida da Igreja. Em síntese, pode-se afirmar que a DV trata da relação entre Revelação, Tradição e Escritura, isto é, a forma como historicamente a comunidade eclesial percebeu a Revelação de Deus e a perpetuou.</p>
<p>Ao dedicar uma Constituição Dogmática [1] sobre a Revelação de Deus, o Vaticano II quis mostrar, como já  o fizera na Sacrossanto Concílio (SC), que tudo na Igreja ‘gravita’ em torno de seu Senhor e que ela existe em função Dele; e que a Revelação de Deus é dinâmica, pois a cada dia Ele se revela à humanidade. Com isso, o Concílio quis ‘dizer’ ao mundo que a Igreja não anuncia a si mesma e tampouco é a Revelação. Ao debruçar-se sobre a relação entre Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, os padres conciliares quiseram dialogar com a sociedade e as ciências modernas e mostrar que a Igreja se atualizava, todavia, a DV insistiu em que a interpretação da Bíblia, fosse feita sempre em comunhão com a Igreja.</p>
<p>A centralidade cristológica da SC já indicava que a Constituição sobre a Revelação de Deus traria ‘novas luzes’ que ‘iluminariam’ a Igreja, e a principal mudança pastoral ocorrida foi ‘colocar a Bíblia na mão do povo’, o que muito contribuiu para o fortalecimento das comunidades e paróquias, alimentando uma espiritualidade centrada na Palavra de Deus.A partir da DV houve um grande incentivo ao estudo da Sagrada Escritura, à tradução da Bíblia dos originais hebraico, aramaico e grego, e à sua divulgação, que fez da Bíblia o livro mais conhecido no ocidente.</p>
<p>Segundo palavras do então Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro (2008), Dom Eusébio Scheid, ‘a DV é um dos Documentos mais usados, devido ao avanço dado sobre a Palavra de Deus, seja no seu estudo científico, seja na sua vivência prática, na vida das comunidades, baseada especialmente nos pequenos círculos fundados na Palavra de Deus, e mesmo na própria pregação, a homilia com mais enriquecimento e mais serenidade’. [2]</p>
<p><strong>Proêmio</strong></p>
<p>O Concílio Vaticano II, vem mostrar, através da Constituição Dei Verbum, que a bússola que orienta a Igreja é a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, Aquele que pela Encarnação traduz, revela o Pai e se faz Deus-conosco. De fato, a Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela.</p>
<p>Para o cristianismo, Jesus Cristo é a Revelação, o rosto e a palavra de Deus, cheio de graça e de verdade que continua a se revelar no tempo presente. E mais, não é um Jesus qualquer, e não se trata de um personagem histórico, mas o Jesus Cristo real, vivo e vivificante: aquele crido, adorado, vivido e testemunhado pela Igreja. É Ele a Revelação!</p>
<p>Através da DV, o Concílio deseja que as palavras de Jesus Cristo ressoem, assim como ressoou nos apóstolos, em todas as pessoas de boa vontade que acreditam na possibilidade de um mundo melhor ou seja, a  Igreja entende que tem como missão tornar esta mensagem compreensível ao homem moderno (DV1).</p>
<p>O Documento de Aparecida (2007)  enfatiza que cada pessoa precisa ter um encontro pessoal com Jesus Cristo, o Senhor da História, e indica que a A ‘Palavra de Deus’ é um dos ‘lugares’ que possibilita este encontro e alimento, e é ela que indica a pessoa de Jesus Cristo, o Filho eterno do Pai feito Homem. Dentre as muitas formas, destaca que a Leitura orante da Bíblia, conhecida também como <em>Lectio Divin</em>a,  conduz ao ‘encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus, e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo’ (DA 246-249).</p>
<p>Após 45 anos da promulgação da DV, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini (2010), de Bento XVI sobre “a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, afirma que toda a humanidade é colocada, cotidianamente, diante do mistério de Deus que Se comunica a Si mesmo por meio do dom da Sua Palavra.</p>
<p>A Palavra é, para todos, motivo de grande alegria que brota da certeza de que “só o Senhor Jesus tem palavras de vida eterna” (Jo 6,68); ela é pregada pelos Apóstolos, em obediência ao pedido de Jesus : <em>“Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova a toda a criatura’’</em> (Mc 16,15), e continua sendo transmitida pela Tradição viva da Igreja, não como uma palavra escrita e muda, mas como o Verbo encarnado e vivo.</p>
<p><em> </em><strong>A Revelação Divina</strong></p>
<p>No prólogo do Evangelho de João lemos:<em> “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.”</em> O Logos (o Verbo, a Palavra) existe desde sempre (Gn 1,1) e, desde sempre, Ele mesmo é Deus, e como o Verbo é Deus, Deus se dá a conhecer no diálogo do Filho com a humanidade, e revela-Se a Si mesmo em Jesus, desejoso de que os homens se tornem participantes da natureza divina por meio d’Ele, e tenham acesso ao Pai no Espírito Santo (Ef 2,18; 2Pe 1,4).</p>
<p>A DV explicitou a doutrina sobre a Revelação Divina e sua transmissão,não como ‘depósito de verdades’ estático, mas como <strong>a vontade livre de Deus de revelar-se</strong> ao homem, “para que, ouvindo o anúncio da salvação, o mundo inteiro acredite, acreditando espere, esperando ame” – Final do Proêmio.</p>
<p>Deus invisível fala aos seus filhos, conversa com os homens como amigos e convive com eles; mostra seu coração amoroso no anseio de conduzi-los à vida eterna; e revela-se como o Deus da História, conhecido pela Palavra que se torna acessível e real na prática visível do Amor, nas obras, sinais e milagres revelados pelo Seu Filho (DV2).</p>
<p>Deus foi preparando Israel e a humanidade para Jesus Cristo: chamou os patriarcas Abraão – nosso pai na fé, Isaac e Jacó (Gênesis) para que neles iniciasse a formação de um povo escolhido, que seria instruído por Ele; junto a Moisés, os conduziu para a terra prometida (Êxodo); e, apontou e orientou este povo para Si, junto aos profetas. Um povo que tinha como compromisso testemunhar que Ele é o único Deus vivo e verdadeiro, Pai providente e justo juiz; e esperar Aquele que haveria de vir para salvar toda a humanidade da opressão, do medo e da escravidão do mundo, libertando-a do pecado e da morte. Ao revelar-se, Deus quis tornar os homens capazes de responder-lhe, de conhecê-lo e de amá-lo bem além do que seriam capazes por si mesmos (DV3).</p>
<p>No centro da revelação de Deus está o acontecimento Cristo(DV6), e este é o grande impulso dado pela DV: redescobrir a Palavra de Deus, Jesus Cristo vivo e presente na vida da Igreja.</p>
<p>Em síntese, a Revelação é uma iniciativa de Deus que independe dos homens e da Bíblia que, enquanto livro, tem um papel fundamental, mas não é mais importante que a Revelação do próprio  Deus, que é dinâmica e atual, e seu objetivo final é estabelecer a comunicação entre Deus e os homens. Poderíamos dizer que Deus nos deu um primeiro “livro” não escrito – a criação, a vida, a natureza, a humanidade – e, diante da dificuldade humana em interpretá-lo, Ele nos deu a Sagrada Escritura, o segundo livro, agora escrito, “um manual” para nos servir de Guia e nos revelar Sua vontade.</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p>[1] Uma constituição Dogmática é aquela considerada com mais alto grau de importância, pois apresenta uma doutrina da Igreja que os católicos devem aceitar como autêntica e inquestionável em seus pontos fundamentais.</p>
</div>
<div>
<p>[2] <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Desafios</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">do</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Sínodo</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">da</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Palavra</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">de</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Deus</a><a href="http://bit.ly/vcnrOd"> -</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">25/04/2008</a></p>
</div>
<p><strong>Referências Digitais</strong></p>
<p><a href="http://bit.ly/hiS8QD">Bento</a> <a href="http://bit.ly/hiS8QD">XVI</a><a href="http://bit.ly/hiS8QD">, </a><a href="http://bit.ly/hiS8QD">Papa</a><a href="http://bit.ly/hiS8QD">,</a> <a href="http://bit.ly/hiS8QD">Exortação</a> <a href="http://bit.ly/hiS8QD">Apostólica</a> <a href="http://bit.ly/hiS8QD">Pós</a><a href="http://bit.ly/hiS8QD">-</a><a href="http://bit.ly/hiS8QD">Sinodal</a> <a href="http://bit.ly/hiS8QD">Verbum</a> <a href="http://bit.ly/hiS8QD">Domini</a><a href="http://bit.ly/hiS8QD"> -2010</a></p>
<p>Budallés Diez, Mercedes de <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">A</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">Palavra</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">de</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">Deus</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">na</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">Vida</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">e</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">na</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">Missão</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">da</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/356-animacao-biblico-catequetica/373-1o-congresso-de-animacao-biblica-da-pastoral?start=20">Igreja</a> – CEBI-GO</p>
<p><a href="http://bit.ly/3Z1SG">Constituição</a> <a href="http://bit.ly/3Z1SG">Dogmática</a> <a href="http://bit.ly/3Z1SG">Dei</a> <a href="http://bit.ly/3Z1SG">Verbum</a></p>
<p><a href="http://bit.ly/vcnrOd">Desafios</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">do</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Sínodo</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">da</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Palavra</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">de</a> <a href="http://bit.ly/vcnrOd">Deus</a><a href="http://bit.ly/vcnrOd"> -</a> Entrevista com o cardeal Eusébio Scheid 25/04/2008 (ZENIT)</p>
<p>Dias da Silva, Cássio M.,  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">O</a>  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Impulso</a>  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Bíblico</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">no</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Concílio</a><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">:</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Bíblia</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">na</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Igreja</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">depois</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Dei</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202">Verbum</a></p>
<p><a href="http://bit.ly/rKATYF">Diocese</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">de</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">Petrópolis</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">-  </a><a href="http://bit.ly/rKATYF">A</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">leitura</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">orante</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">da</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">Palavra</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">de</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">Deus</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">e</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">a</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">formação</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">dos</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">discípulos</a> <a href="http://bit.ly/rKATYF">missionários</a></p>
<p>João Paulo II, Papa, <a href="http://bit.ly/w4Bg7j">Carta</a> <a href="http://bit.ly/w4Bg7j">Encíclica</a> <a href="http://bit.ly/w4Bg7j">Redemptoris</a> <a href="http://bit.ly/w4Bg7j">Mater</a></p>
<p><a href="http://bit.ly/rGDZjj">Instrumentum</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">Laboris</a><a href="http://bit.ly/rGDZjj"> – </a><a href="http://bit.ly/rGDZjj">A</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">Palavra</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">de</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">Deus</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">na</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">vida</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">e</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">na</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">missão</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">da</a> <a href="http://bit.ly/rGDZjj">Igreja</a></p>
<p>Soares da Costa, Dom  Henrique <a href="http://bit.ly/rPKlrc">A</a> <a href="http://bit.ly/rPKlrc">Dei</a> <a href="http://bit.ly/rPKlrc">Verbum</a></p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol>
<li>O que a Dei Verbum vem revelar na Igreja sobre a Palavra de Deus?</li>
<li>De que forma Deus preparou a humanidade para receber o Seu Filho Jesus?</li>
<li>Qual é o centro da Revelação Divina?</li>
<li>O que mais lhe chamou a atenção nesta primeira ficha sobre a Palavra de Deus? Por quê?</li>
</ol>
</div>
<p>Este texto está publicado no site: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/proemioerevelacao" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/proemioerevelacao </a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/01/ficha13-cvii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
