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	<title>Pequeninos do Senhor - catequese para crianças, crianças na missa</title>
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		<title>Ficha 26 &#8211; Declaração NOSTRA AETATE (NA)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 08:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
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		<description><![CDATA[Declaração NOSTRA AETATE Sobre o Diálogo Inter-religioso Não haverá paz entre as religiões, se não existir diálogo entre elas. Não haverá diálogo entre as religiões, se não existirem padrões éticos globais Hans Küng    A Declaração Nostra Aetate (NA), sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs, foi aprovada no dia 28 de Outubro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">Declaração NOSTRA AETATE</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #3366ff;">Sobre o Diálogo Inter-religioso</span></strong></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/08/DIR.jpg" alt="DIR" /></p>
</address>
<address><em>Não haverá paz entre as religiões,</em></address>
<address><em>se não existir diálogo entre elas.</em></address>
<address><em>Não haverá diálogo entre as religiões,</em></address>
<address><em>se não existirem padrões éticos globais</em></address>
<address><em></em><a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/343-nao-havera-paz-entre-as-nacoes-sem-uma-paz-entre-as-religioes-uma-entrevista-com-hans-k%C3%AD%C2%BCng">Hans Küng</a></address>
<address>  </address>
<div>
<p style="text-align: justify;" align="right">A Declaração <em>Nostra Aetate</em> (NA), sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs, foi aprovada no dia 28 de Outubro de 1965, pela Papa Paulo VI. Com esta Declaração, a Igreja Católica assume, oficialmente, a abertura de caminhos, proporcionado pela visão eclesial da maioria dos bispos participantes do Concílio, para o diálogo com as Religiões não cristãs denominado diálogo inter-religioso (DIR),  o qual não deve ser confundido com o diálogo entre religiões cristãs, chamado Ecumenismo, defendido no Decreto <em>Unitatis Redintegratio</em> (UR), promulgado um ano antes. (Cf. <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/unitatis_redintegratio/" target="_blank">Ficha 25</a>)</p>
<p style="text-align: justify;">O documento destaca a abertura ao diálogo com o Budismo, o Hinduísmo, o Islamismo e o Judaísmo [1], e o fato do Concílio não ter abordado a relação com outras religiões pode ser interpretado pela exiguidade do tempo e por existirem muitas religiões. Desta forma se compreende que aquelas citadas são referências paradigmáticas, na indicação de caminhos e novas perspectivas para o diálogo inter-religioso, principalmente no mundo globalizado. Destaca-se aqui a influência do Papa João XXIII que sonhava com a união de todos aqueles que ele nomeava como ‘homens de boa vontade’ em vista do bem comum, pois as reflexões apresentadas na NA confirmam o seu pensamento de que as religiões tinham mais pontos em comum do que divergências e que estas deveriam ser deixadas de lado em favor de um bem maior, a paz e o amor entre a humanidade. Assim também interpretou Santo Agostinho ao falar da necessária unidade dos cristãos: “Nas coisas essenciais, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em tudo a caridade”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a maioria dos Decretos e Declarações, a NA deve ser lida e entendida a partir das Constituições Pastorais GS e LG, isto é, ao reconhecer que a modernidade contribui para o contato e o consequente aumento das relações entre os vários povos, inclusive os de religiões diferentes, a Igreja percebe a necessidade de explicitar a reflexão pastoral sobre sua relação e a relação dos cristãos com estas religiões que não são novas, mas que eram ignoradas pela Igreja. Positivamente, mesmo sem concordar com outras doutrinas, o texto reconhece que todas as manifestações religiosas são expressões da fé e da cultura de cada povo e, por isso, acolhe com respeito todas as religiões, na perspectiva de dialogar sobre as comuns aflições humanas, pois é por meio das religiões que os homens procuram ‘resposta aos mais profundos enigmas da condição humana, as quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez para nós, hoje, esta abertura possa parecer pouco significante, mas não o era há quase 50 anos, quando católicos rejeitavam as religiões não cristãs. Nesta perspectiva, o documento tem a finalidade de esclarecer os católicos e incentivá-los a buscar o diálogo, como atitude coerente de seguidores do Príncipe da Paz. Assim, darão testemunho de que acreditam que Jesus Cristo é «caminho, verdade e vida» (Jo.14,6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo todas as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afirma a NA que, no Hinduísmo, os homens buscam conhecer o mistério divino, expresso na abundante multiplicação dos mitos, e a libertação das angústias por meio da oração e da meditação no refúgio amoroso e confiante em Deus. No que diz respeito ao Budismo, seus seguidores reconhecem a radical insuficiência deste mundo mutável e buscam um caminho pelo qual os homens, com espírito devoto e confiante, possam alcançar o estado de libertação perfeita ou atingir a suprema iluminação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao abordar o Islamismo, o documento lembra que esta religião, ao lado do Judaísmo, possui uma característica comum ao Cristianismo, pois as três são monoteístas, isto é, possuem um único Deus. Além deste importante fundamento, o Islamismo honra Maria e espera pelo dia do juízo, têmapreço à vida moral e presta culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação ao Judaísmo, a Igreja reconhece que é grande o patrimônio espiritual comum entre  cristãos e judeus, por isso, o Concílio recomenda o mútuo conhecimento e estima, os quais se alcançarão, sobretudo, por meio dos estudos bíblicos e teológicos e com os diálogos fraternos. Em razão disso, afirma que, ainda que as autoridades judaicas tenham determinado a morte de Cristo, isso não pode ser atribuído indistintamente a todo povo judeu daquela época e muito menos do nosso tempo, afastando, assim, todo tipo de antissemitismo, perseguições e sentimento de ódio, especialmente aquele ocorrido durante a segunda Guerra Mundial. A justificativa para isto foi lembrar que a Igreja sempre ensinou e ensina que Cristo sofreu, voluntariamente e com imenso amor, a Sua paixão e morte, pelos pecados de todos os homens, para que todos alcancem a Salvação [2].</p>
<p style="text-align: justify;">Como conclusão, o Concílio exorta a fraternidade universal e a reprovação de toda a discriminação racial ou religiosa, ou violência praticada por motivos de raça ou cor, condição ou religião, e lembra que não podemos, porém, invocar Deus como Pai comum de todos, se nos recusamos a tratar como irmãos, homens criados à Sua imagem. De tal maneira, estão ligadas as relações do homem a Deus Pai e aos outros homens seus irmãos, que a Escritura afirma: «quem não ama, não conhece a Deus» (1 Jo. 4,8). Em consonância com a DH, a NA lembra que todos têm o direito de professar a sua fé e que nenhuma religião é superior a outra, e nenhum país pode promover ou reprimir uma determinada religião.</p>
<p style="text-align: justify;">Os papas Paulo VI e João Paulo II, com gestos proféticos e ensinamentos próprios, desempenharam um papel de animação e de guia no diálogo inter-religioso. Em 1964, antes da promulgação da NA, o Papa Paulo VI, durante uma visita a Jerusalém, encontrou-se com líderes muçulmanos, e depois, em Bombaim, com os representantes das religiões da Índia. Em 1966,  recebeu, em Roma, o <a href="http://www.radiorainhadapaz.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=11505:0503-ecumenismo-encontro-papa-e-arcebispo-de-canterbury-em-sao-gregorio-al-celio&amp;catid=40:noticias-da-igreja&amp;Itemid=66" target="_blank">Primaz Anglicano</a> e nos anos seguintes encontrou-se com outros lideres religiosos. Ainda em 1964,  instituiu o <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/homilies/documents/hf_p-vi_hom_19640517_pentecoste_it.html" target="_blank">Secretariado para os não Cristãos</a> que, em  1988, foi transformado em <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/interelg/index_po.htm" target="_blank">Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso</a> e passou a ser a organização central da Igreja para a animação e a coordenação das iniciativas de diálogo com as outras religiões. Este Conselho elaborou dois documentos que tratam de aspectos muito específicos que marcaram o caminho do diálogo: Diálogo e Missão (1984), e Diálogo e Anúncio (1991).</p>
<p style="text-align: justify;">Na mesma linha do diálogo inter-religioso, entre as iniciativas mais significativas do Papa João Paulo II, merece especial menção o discurso aos jovens muçulmanos em Casablanca, no dia 19 de agosto de 1985, e, sobretudo, a Jornada de Oração de Assis, junto com líderes de outras religiões do mundo, no dia 13 de abril de 1986 e que foi transformado em Jornada anual, isto é, se repete a cada ano, e que o Papa Bento XVI tem se empenhado em continuar. Segundo ele o encontro das religiões só é  possível, num diálogo que respeite mutuamente as verdades doutrinais de cada religião [3]. O tema predominante destes encontros tem sido a evangélica pregação da paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Na América Latina, através das Conferencias de Medellín (1968), Puebla (1979) e Santo Domingo (1992) foi lançado um olhar pastoral sobre o pluralismo cultural e religioso das religiões afro-indígenas, afirmando que uma nova evangelização só torna-se possível conjugando adequadamente a promoção humana e a cultura do diálogo, partindo sempre de Jesus Cristo que abre caminhos de testemunho cristão ao promover a liberdade e a dignidade dos povos, estimula a cooperação pelo bem comum, supera a violência religiosa e educa para a paz e a convivência fraterna. A V Conferência de Aparecida (2007), busca viver e promover a efetividade dos documentos do Concílio, no caso, o Ecumenismo e o diálogo inter-religioso e cultural, tratado na NA. Nas ‘pegadas’ do Vaticano II, reconhece-se que pelo sopro do Espírito Santo e outros meios, a graça de Cristo pode alcançar a todos os que Ele redimiu para além da comunidade eclesial. É preciso, portanto, que se promova uma convivência onde todos se respeitem, e tenham o direito de viver e comunicar as suas convicções, em cujo diálogo, está implícita a confissão da própria fé e seu anúncio.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, de 1996 a 2003, a promoção do diálogo inter-religioso era promovida pela “Dimensão Ecumênica” através dos vários “Planos de Pastoral” da CNBB, e a partir de 2003, “A Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso” assumiu a responsabilidade deste serviço pastoral, cujas principais publicações são <em>“A Igreja Católica Diante do Pluralismo Religioso no Brasil, I, II e III”</em>, e o <em>“Guia para o Diálogo Inter-religioso”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A CNBB,  desde o ano 2000, na busca do diálogo inter-religioso, tem procurado escolher temas para a Campanha da Fraternidade, que envolvam todos os setores da sociedade, buscando o apoio de todas as religiões. No ano 2000, tratou da ‘Dignidade Humana’ (Dignidade Humana e Paz – Novo Milênio sem exclusões); em 2002 sobre a Fraternidade e Povos Indígenas  (Por uma terra sem Males); em 2005 sobre a promoção da Paz através da solidariedade (Felizes os que promovem a Paz – Dignidade e Paz); e, em 2010, abordou questões relativas à vida econômica (Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro – Economia e Vida). A grande motivação é perceber que as religiões têm a missão de promover a conscientização e defesa da dignidade humana na luta pela terra, pela saúde, pela educação.</p>
<p style="text-align: justify;">A pluralidade religiosa  presente no trabalho, nos bairros, nos prédios, e até mesmo dentro de uma mesma família, desafia todas as religiões ao exercício fundamental do diálogo; ao compromisso com a defesa da vida; a lutar contra as forças de destruição, do caos e violência; e participar no esforço para  construir relações mais humanas, como condição para a paz.</p>
<p style="text-align: justify;">A NA não condena outras religiões nem orienta os católicos a fazerem isto, mas pelo contrário, vê em todas as religiões a possibilidade de unir  pessoas que historicamente construíram culturas diferentes. A coexistência entre estas diferenças é o grande desafio da pós-modernidade, que não se resume em acabar com as diferenças, mas promover o respeito e a convivência pacifica entre as religiões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">[1] A ideia desta Declaração nasceu somente depois de iniciadas as reflexões sobre o Ecumenismo, abordadas no Decreto <em>Unitatis Redintegratio</em> (UR), de 1964, que até então incluía apenas um destaque sobre a relação do catolicismo com o judaísmo. Como o judaísmo não é uma religião cristã, surge a ideia de um documento que trate do diálogo com as religiões não cristãs.</p>
<p style="text-align: justify;">[2] Antes mesmo do Concilio, a pedido de João XXIII, foram retiradas da liturgia de Sexta-feira Santa as duras expressões relativas aos judeus, que os acusavam de deicídio, o que já sinalizava um novo tempo de relacionamento e diálogo judaico-católico.</p>
<p style="text-align: justify;">[3] Esta afirmação do papa é explicada no texto: <a href="http://www.teologia-assuncao.br/re-eletronica/numeros/n4/n4_pedro.html#17">Diálogo, Entendimento e Compreensão. Conferência de Aparecida e o Diálogo Inter-Religioso.</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências eletrônicas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Iwashita, Pedro K. <a href="http://www.teologia-assuncao.br/re-eletronica/numeros/n4/n4_pedro.html#17">Diálogo, Entendimento e Compreensão. Conferência de Aparecida e o Diálogo Inter-Religioso.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Vaticano II, <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_nostra-aetate_po.html">Declaração Nostra Aetate</a>, Sobre A Igreja  e as Religiões não cristãs.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>1) O que a Declaração <em>Nostra Aetate</em> significa na história da Igreja Católica?</p>
<p style="text-align: justify;">2) O que a Declaração <em>Nostra Aetate</em> trouxe de novo para você?</p>
<p style="text-align: justify;">3) Qual a contribuição que a expressão “diálogo inter-religioso”, proposta pela NA, pode oferecer à sociedade?</p>
<p><strong>Este texto está publicado no site</strong>: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/nostra-aetate/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/nostra-aetate/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
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		<title>Evangelho da 4ª-feira da 11ª Semana do Tempo Comum &#8211; Ano C</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 23:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Mateus 6, 1-6.16-18 E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,1Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2Quando, pois, dás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><strong> Mateus 6, 1-6.16-18</strong></span></p>
<p><em>E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.</em></p>
<p align="justify">Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,<sup>1</sup>Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. <sup>2</sup>Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.<sup>3</sup>Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.<sup>4</sup>Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. <sup>5</sup>Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. <sup>6</sup>Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.<sup>16</sup>Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. <sup>17</sup>Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. <sup>18</sup>Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á. -</p>
<p align="justify">Palavra da salvação.</p>
<p align="justify">O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.</p>
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		<title>Evangelho do 12º Domingo do Tempo Comum  com explicação -Profissão de fé de Pedro &#8211; ano C &#8211; Áudio</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 17:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<title>Evangelho da 2ª-feira da 11ª Semana do Tempo Comum &#8211; Ano C</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 21:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mateus 5, 38-42 Eu vos digo: não enfrenteis quem é malvado!  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,38Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. 39Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. 40Se alguém te citar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Mateus 5, 38-42</strong></span></p>
<p><em>Eu vos digo: não enfrenteis quem é malvado! </em></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,<sup>38</sup>Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. <sup>39</sup>Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. <sup>40</sup>Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa. <sup>41</sup>Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil. <sup>42</sup>Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"> Palavra da salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os critérios humanos não são suficientes para resolver os problemas da própria humanidade, principalmente os que estão relacionados com a justiça, pois a justiça dos homens não tem como centro a pessoa humana, mas sim o que elas têm ou deixam de possuir. Os bens são comparáveis entre si, mas as pessoas não, pois cada uma é um ser único, incomparável na sua dignidade. Além disso, os elementos que estão presentes em um relacionamento são por demais complexos para serem abrangidos na sua totalidade a partir de categorias do conhecimento humano, uma vez que a própria razão é insuficiente para a compreensão do ser humano. Jesus nos mostra que somente o amor e a misericórdia possibilitam superar essas deficiências e construir um relacionamento justo e fraterno.<span style="color: #999999;">(CNBB)</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Evangelho do 12º Domingo do Tempo Comum  com explicação -Profissão de fé de Pedro &#8211; ano C &#8211; Texto</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 00:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Evangelho do 12º Domingo do Tempo Comum  com explicação Profissão de fé de Pedro Lucas 9,18-24 Certo dia, Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem  diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">Evangelho do 12º Domingo do Tempo Comum  com explicação</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">Profissão de fé de Pedro</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">Lucas 9,18-24</span></p>
<div>
<p style="text-align: justify;"><em>Certo dia, Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem  diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.</em></p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.   </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff;"><em>Comentário do Evangelho</em></span></strong></p>
<div>
<p style="text-align: justify;">Jesus já havia caminhado por entre as nações durante algum tempo, dando ao povo grandes provas de seu poder e do seu amor, perdoando, ensinando e curando os doentes. Porém o povo Judeu esperava um Messias que estava descrito no livro de Isaías como um rei soberano que governaria com justiça, empunhando espada para libertá-lo da exploração do Império Romano. Este povo não compreendeu que o Reino de Jesus, o qual o profeta Isaías se referia, não era deste mundo e, por isso, ele (povo judeu) não O reconhece como o Messias e, sim, acredita que é mais um profeta, e continuam esperando o Messias até os dias de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">No Evangelho deste domingo, encontramos Jesus em um momento de intimidade com o Pai. Os discípulos se aproximam e Ele lhes pergunta: <em>“Quem diz o povo que eu sou?”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os discípulos respondem que o povo acha que Ele é João Batista, Elias ou um dos profetas que ressuscitou. Jesus, porém, quer realmente saber o que pensam os seus discípulos, e então volta a sua pergunta diretamente a eles que, na pessoa de Pedro, O reconhece como o Messias – palavra hebraica que significa &#8216;ungido&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Jesus faz a pergunta aos discípulos, Ele recebe uma resposta que denota que as pessoas não chegaram a descobrir a Sua identidade. Porém, a resposta de Pedro, resume o que Jesus é e faz: como Mestre, como Profeta e como revelador com plenos poderes, ou seja, o Ungido pelo Espírito de Deus. Com a sua palavra e ação Ele revela e ensina quem é Deus e qual é o seu projeto: a liberdade e a vida para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus proíbe os discípulos de revelar a sua verdadeira identidade, pois só depois de Seu sofrimento, morte e ressurreição, com o cumprimento das Escrituras, as pessoas poderiam compreender seus ensinamentos. Então Ele deixa bem claro as três condições para cada um segui-Lo:</p>
<p style="text-align: justify;">- A renúncia – é preciso renunciar os próprios interesses colocando os projetos de Deus sempre em primeiro lugar;</p>
<p style="text-align: justify;">- O sacrifício – Aceitar a cada dia os desafios da fé e estar pronto para enfrentá-los com amor e dedicação;</p>
<p style="text-align: justify;">- Seguir Seus passos – Procurar agir em todo momento como Ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser cristão, seguir a Jesus, é bem mais que usar um crucifixo no peito, aprender algumas orações e se dizer um cristão, é preciso um comprometimento verdadeiro, um dedicar-se ao amor ao próximo como o próprio Jesus ama, e assumindo, a cada dia, a missão dada por Ele.</p>
</div>
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		<title>Evangelho da 6ª-feira da 10ª Semana do Tempo Comum &#8211; Ano C</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jun 2013 22:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mateus 5, 27-32 Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la,já cometeu adultério com ela no seu coração. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo, 27Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. 28Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Mateus 5, 27-32</strong></span></p>
<div><em>Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la,já cometeu adultério com ela no seu coração.</em></div>
<p align="justify">Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo, <sup>27</sup>Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. <sup>28</sup>Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração. <sup>29</sup>Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena. <sup>30</sup>E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena. <sup>31</sup>Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. <sup>32</sup>Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério.</p>
<p align="justify">Palavra da salvação.</p>
<div id="texto" style="text-align: justify;">O valor da pessoa humana não pode ser diminuído em hipótese alguma. O Evangelho de hoje nos mostra o valor da pessoa como motivação para a vivência plena da Lei. Não é porque eu não fiz nada que eu não desrespeitei. Jesus não quer apenas ato, ele exige de nós uma postura evangélica de quem é capaz de ver o outro e a outra como seres criados à imagem e semelhança de Deus, mas também como renascidos em Cristo para uma vida nova, membros do Corpo Místico de Cristo, unidos a Cristo como o ramo está unido à videira, Templos vivos do Espírito Santo e como consagrados pela graça do Batismo, ou seja, pertencentes ao Pai, amados e amadas por ele e que devem ser respeitados e valorizados<span style="color: #999999;">.(CNBB)</span></div>
<p align="justify"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ficha 25 &#8211; Decreto Unitatis Redintegratio (UR)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jun 2013 08:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pequeninos do Senhor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concílio Vaticano II - Fichas de Formação]]></category>
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		<description><![CDATA[Decreto “UNITATIS REDINTEGRATIO”  Sobre o ecumenismo    Em 1960, o Papa João XXIII criou o Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos, abrindo caminhos para uma posição eclesial mais clara em favor desta causa. Posteriormente, o Concílio Vaticano II teve como uma de suas principais preocupações a promoção da unidade das Igrejas e Comunidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Decreto <em>“UNITATIS REDINTEGRATIO”</em> </strong></span></p>
<p align="center"><span style="color: #3366ff;"><strong>Sobre o ecumenismo</strong></span></p>
<p align="center"><strong><img src="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/08/UR.jpg" alt="UR" /> </strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1960, o Papa João XXIII criou o Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos, abrindo caminhos para uma posição eclesial mais clara em favor desta causa. Posteriormente, o Concílio Vaticano II teve como uma de suas principais preocupações a promoção da unidade das Igrejas e Comunidades Eclesiais cristãs separadas da Sede Apostólica de Roma. Em 21 de novembro de 1964, o Papa Paulo VI promulgou o Decreto Conciliar <em>Unitatis Redintegratio </em>(Reintegração da Unidade – UR) sobre o Ecumenismo, uma orientação pastoral de como a Igreja deseja que os cristãos católicos vivam e anunciem a mensagem cristã, trabalhando pela unidade, como sinal de fidelidade a Jesus Cristo. Uma das principais finalidades deste Concílio é alcançar novamente a unidade de todas as Igrejas e Comunidades Eclesiais a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todo o Povo de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">No Proêmio do documento, lemos que ‘o Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja’, porém, são inúmeras as Igrejas Cristãs com diferentes modos de interpretar a doutrina, com pareceres diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido. Nos primeiros séculos, ideias divergentes agitaram o Cristianismo, porém, as primeiras divisões se formalizaram no segundo milênio da nossa história. No século XI (1054), em razão de problemas políticos, culturais e doutrinários ocorreu o primeiro cisma que quebrou a unidade da Igreja, dividindo-a em Igreja Ocidental (Católica Romana) e Igreja Oriental (Ortodoxa Grega). Posteriormente, o movimento iniciado por Lutero, denominado Reforma Protestante, em 1517, fez surgir novas Igrejas que ficaram conhecidas como Igrejas Protestantes ou Reformadas, sendo elas: Luterana, Calvinista e Anglicana, e mais  tarde, nos EUA, surgiram novas Igrejas  Reformadas: Presbiteriana, Metodista, Batista etc. A principal característica delas é a existência de uma “Confissão” própria, com os princípios de fé e doutrinais próprios, tal qual é o “Credo” para os católicos. Esta divisão, sem dúvida, contradiz abertamente a vontade de Cristo, escandaliza o mundo, além de prejudicar a pregação do Evangelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Inúmeros esforços têm sido feitos no sentido de romper esses distanciamentos, buscando restabelecer as relações e construir alternativas para que todos estejam juntos e unidos na mesma <em>oikoumene</em> [1], a casa comum da humanidade, onde todas as pessoas têm o direito de viver e conviver pacificamente, segundo o desejo expresso por Jesus Cristo na sua prece ao Pai, apresentando o coração da proposta ecumênica: <em>“[...] que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”</em> (Jo 17,21). Participam do ecumenismo aqueles que invocam o Deus Trino, e confessam a Jesus como Senhor e Salvador, não só individualmente, mas também reunidos em assembleia, “<em>pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou eu no meio deles</em>” (Mt 18,20).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao abordar a prática do ecumenismo, o Concílio recomenda aos fiéis católicos que eliminem palavras, juízos e ações que dificultam o relacionamento; que promovam o diálogo e a oração entre os irmãos das várias Igrejas, em vista do bem comum, dando os primeiros passos na aproximação, sob a orientação das autoridades competentes; e que reconheçam e estimem os bens verdadeiramente cristãos, vindos de um patrimônio comum. O documento lembra também que, nessas Igrejas, há mártires da fé, gente de testemunho admirável, cujo exemplo contribui para a nossa edificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora as Igrejas e Comunidades eclesiais que se separaram da Sede Apostólica de Roma desde a Reforma continuem ligadas à Igreja Católica pelos laços culturais, vivenciados ao longo dos séculos anteriores à separação, existem algumas divergências que ainda persistem, por exemplo, sobre Cristo, Palavra de Deus encarnada; sobre a obra da redenção; sobre o mistério e o ministério da Igreja; e sobre o papel de Maria na obra da Salvação. Entretanto, o Batismo, único sacramento comum das Igrejas cristãs, e a Sagrada Escritura, enquanto Livro comum do Cristianismo, são instrumentos de diálogo para alcançar a unidade entre os cristãos que estão ligados à Palavra de Cristo como fonte da força cristã e obedecem ao preceito do apóstolo: “Tudo o que podeis dizer ou fazer, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando graças, por ele, a Deus Pai” (Cl 3,17).</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos 50 anos, o ecumenismo ganhou amplitude, e abaixo estão relacionados alguns dos mais representativos organismos ecumênicos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/index_po.htm" target="_blank">Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos</a> (PCPUC-1989), tem como objetivo por em prática a UR, atua em cooperação e como membro pleno da Comissão Fé e Ordem do <a href="http://www.oikoumene.org/" target="_blank">Conselho Mundial de Igrejas</a> – CMI [2] (1948) e participa ativamente das muitas atividades para a Promoção da Unidade dos Cristãos, que todos os anos celebra a Semana de Oração de Unidade dos Cristãos (em Janeiro no hemisfério Norte e em torno de Pentecostes no hemisfério Sul), evento que reúne congregações e paróquias de todo o mundo.</li>
<li>O  <a href="http://www.claibrasil.org.br/clai/new/" target="_blank">Conselho Latino Americano de Igrejas </a> - CLAI (1982), com a finalidade de promover a unidade entre o povo cristão do continente, preserva as identidades de cada tradição.</li>
<li>E o <a href="http://www.conic.org.br/cms/" target="_blank">Conselho Nacional de Igrejas Cristãs</a> – CONIC [3] (1982), organismo ecumênico brasileiro, está aberto ao diálogo e à colaboração com as outras organizações eclesiais, de modo não teórico, mas na prática, sem a intenção de substituí-las ou competir com seus programas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em nosso continente, os bispos reunidos em Medellín (1968), Puebla (1979) e Santo Domingo (1992) aplicaram à Igreja Católica o espírito do Concílio e recomendaram que o ecumenismo fosse uma realidade na catequese, no convívio das famílias, no diálogo desarmado, na colaboração com a promoção dos direitos humanos, na liturgia com celebrações ecumênicas da Palavra, e que os agentes de pastoral e o clero tivessem formação ecumênica.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a prática do ecumenismo é um grande desafio. No século XIX, as Igrejas Protestantes de missão, oriundas das Igrejas Reformadas americanas (Igrejas Evangélicas), ingressaram com a finalidade de estender o protestantismo; e no século XX, as Igrejas Pentecostais, e mais recentemente as Neopentecostais, chegaram assumindo um caráter fortemente proselitista, pregando contra o catolicismo, com a finalidade de converter a população católica. Disto resulta que, por um lado, a Igreja procura estabelecer relações de proximidade e diálogo com as Igrejas protestantes históricas e, por outro, tem dificuldades para relacionar-se com algumas Igrejas Pentecostais e Neopentecostais que se negam a participar do movimento ecumênico, justamente por não aceitarem dialogar com ela. Apesar de todas estas dificuldades, nos anos de 2000, 2005 e 2010, a Campanha da Fraternidade, promovida pela Igreja Católica, foi assumida como Campanha Ecumênica com o envolvimento da reflexão e mobilização conjunta de muitas Igrejas Cristãs que lutam juntas na defesa de direitos e necessidades de todos, especialmente dos mais desprotegidos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem promovido o ecumenismo através da <a href="http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/ecumenismo/2815" target="_blank">Comissão Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto do Decreto UR termina declarando confiança no diálogo ecumênico e na unidade dos cristãos, e mostra que a reconciliação das Igrejas é tarefa que ultrapassa as possibilidades humanas, pois só é possível com a força da Trindade. O ecumenismo é mesmo o sopro do Espírito de Deus que nos ensina que é possível sermos um, mesmo sendo diferentes, porque, embora sejam significativas, as diferenças que nos separam não podem superar o amor do Pai que nos une.</p>
<p style="text-align: justify;">A cooperação de todos os cristãos exprime os laços que os unem entre si e faz resplandecer mais plenamente a face de Cristo Servo. Ela deve ser aperfeiçoada sempre mais, na medida em que  contribui para promover a dignidade da pessoa humana e a paz, a superação da fome, o  analfabetismo, a pobreza, a falta de habitações e a distribuição de bens. Cabe aos cristãos reconhecer estes sinais e participar do trabalho ecumênico: “Ser uma Igreja ecumênica para transformar este mundo em um mundo de Deus”. Só assim se compreenderá que os cristãos têm a mesma missão e que estão na barca de Jesus, na qual todos são chamados a construir uma <em>oikoumene</em> com justiça e paz: entre os povos, com a terra, do ser humano consigo mesmo e com a fonte originária da vida, que é Deus, de onde tudo veio e para onde tudo vai…</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Notas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">* Esta ficha está sendo publicada anteriormente à Ficha sobre a Declaração Nostra Aetate.</p>
<p style="text-align: justify;">[1] Oikoumene, ecumene, ecumenismo, do grego oikos, que significa casa, povo, habitação, relação, amizade, coabitação, familiaridade, terra habitada, mundo conhecido, reconhecimento, hospitalidade entre outros. Trata-se de um conceito relacional e dinâmico, que envolve uma responsabilidade comum entre os cristãos, e que abraça toda a comunidade humana = ‘transformar a oikoumene a terra habitada’, na família vivente (oikos) de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">[2] CMI criado em 1948, com sede em Genebra, é uma comunidade de 347 igrejas cristãs de mais de 120 países de todos os continentes e tem como finalidade facilitar a ação comum das igrejas, desenvolver consciência ecumênica, organizar conferências, estabelecer relações com organismos e movimentos ecumênicos pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">[3] São membros do Conic: Coordenadoria Ecumênica de serviço (Cese), <a href="http://www.koinonia.org.br/links.asp">Koinonia Presença Ecumênica e Serviço</a>, Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação Popular, Centro de Estudos Bíblicos (Cebi), Comissão Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora), Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura (Acat-Brasil), Dia Mundial de Oração (DMO). São sete Igrejas no CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Católica Ortodoxa Siriana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Metodista, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Episcopal Anglicana e Igreja Cristã Reformada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências eletrônicas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">João Paulo II, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25051995_ut-unum-sint_po.html">Encíclica Ut Unum Sint</a></p>
<p style="text-align: justify;">Vaticano II,<strong> </strong><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_po.html">Decreto Unitatis Redintegratio</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1) Quais os aspectos mais importantes do Ecumenismo?</p>
<p style="text-align: justify;">2) O que tem sido feito em nossas Comunidades para colocar o decreto UR em prática? Temos desenvolvido uma espiritualidade ecumênica?</p>
<p style="text-align: justify;">3) O que foi importante para você nesta Ficha, no que diz respeito à sua prática ecumênica?</p>
<p><strong>Este texto está publicado no site</strong>: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/" target="_blank">Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/unitatis_redintegratio/" target="_blank">http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/unitatis_redintegratio/</a></p>
<p>Ao fazer uso dele através de meio eletrônico, favor citar a fonte!</p>
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		<title>Evangelho da 4ª-feira na 10ª Semana do Tempo Comum &#8211; Ano C</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jun 2013 22:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Mateus 5, 17-19 Aquele que praticar e ensinar os mandamentos, este será considerado grande.  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,17Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. 18Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Mateus 5, 17-19</strong></span></p>
<p><strong></strong><em>Aquele que praticar e ensinar os mandamentos, este será considerado grande. </em></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,<sup>17</sup>Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. <sup>18</sup>Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. <sup>19</sup>Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"> Palavra da salvação.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">O verdadeiro cumprimento da Lei não significa apenas a obediência a ela. Significa descobrir os valores que são inerentes a ela, as motivações que estão por trás dela e as conseqüências da sua observância para a felicidade pessoal, para a construção de um mundo melhor para todos e principalmente para que possamos descobrir o bem maior para as nossas vidas, que é o projeto de Deus para a humanidade, e assumir como próprio de cada um de nós este projeto que nos é proposto pelo próprio Deus. Jesus nos mostra que Deus não quer de nós a infantilidade da obediência cega, mas a maturidade da co-responsabilidade no projeto do Reino. <span style="color: #c0c0c0;">(CNBB)</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Evangelho do 11º Domingo do Tempo Comum  com explicação -Pecadora no festim &#8211; ano C &#8211; Áudio</title>
		<link>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/06/11dtcc-audio/</link>
		<comments>http://www.pequeninosdosenhor.org/index.php/2013/06/11dtcc-audio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2013 22:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiola</dc:creator>
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		<title>Evangelho da 3ª-feira na 10ª Semana do Tempo Comum &#8211; Ano C</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jun 2013 00:04:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; Mateus 10, 7-13 De graça recebestes, de graça deveis dar! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,7Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai! 9Não leveis nem ouro, nem prata, nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Mateus 10, 7-13</strong></span></p>
<p><em>De graça recebestes, de graça deveis dar!</em></p>
<p align="justify">Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus &#8211; Naquele tempo,<sup>7</sup>Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo. <sup>8</sup>Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai! <sup>9</sup>Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos, <sup>10</sup>nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento. <sup>11</sup>Nas cidades ou aldeias onde entrardes, informai-vos se há alguém ali digno de vos receber; ficai ali até a vossa partida. <sup>12</sup>Entrando numa casa, saudai-a: Paz a esta casa. <sup>13</sup>Se aquela casa for digna, descerá sobre ela vossa paz; se, porém, não o for, vosso voto de paz retornará a vós.</p>
<p align="justify">Palavra da salvação.</p>
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