A Tríplice Conduta

Para aqueles que servem a Jesus, o Cristo,

através desta Obra de Deus.

 

 

Ações que regem a obra:

Oração

Caridade

Serviço

Sobre a Oração

Cada um e todos, sem exceção, estejam unidos pela oração de louvor a Deus, primeiramente, porque Ele é o nosso único Deus e fomos criados para louvá-Lo, juntamente com Seu Filho Jesus e o Espírito Santo na Santíssima Trindade.

Cada um e todos, sem exceção, sejam capazes de adorar a Deus, no Santíssimo Sacramento do Altar, a Eucaristia, ao menos uma vez ao mês, dedicando sua vida, a vida de cada uma das Diretoras e de todos os Coordenadores, juntamente com suas famílias. Pois somente sustentados pelas mãos poderosas do Senhor, cada um e todos juntos poderão ser instrumentos aptos para o bom uso Daquele que os criou.

Que cada um, inspirado pela sua própria espiritualidade e intimidade única com Deus se mantenha em constante oração pela obra, pela sua vida pessoal e pela vida de todas as Diretoras e todos os Coordenadores da Associação .

Que a oração, que é a única via de acesso a Deus, seja como a própria respiração da alma que anseia pela vida em plenitude.

Lembre-se, cada um, que a oração está presente na vida dos cristãos de várias formas através do pensamento, de um singelo olhar aos céus, da verbalização de um louvor, de uma jaculatória, no trabalho ou no lazer, na alegria ou na tristeza, no prazer ou na dor. Há oração nos templos, em casa, meditando ou louvando, em silêncio ou cantando, em pé, deitado, de joelhos ou prostrado. Cada uma das formas de oração e todas elas chegam a Deus que as ouve e responde.

A oração deve ser um diálogo e não um monólogo. Um fala e o outro ouve. E um de cada vez! E é preciso que haja concentração, escuta, silêncio, sabedoria e entendimento para ouvir o Todo Poderoso, Pai e Criador que de tão grande misericórdia só se manifesta no simples e humilde vazio do silêncio interior daqueles que O buscam.

Deus dá a liberdade e por isso é preciso pedir o que desejamos.

Cada um tenha o entendimento daquilo a que foi chamado e possa insistentemente pedir a Deus para que cumpra com amor e disponibilidade a sua missão.

Cada um e todos roguem a Deus pelo crescimento e desenvolvimento da obra pedindo que Ele abra as portas de novas Paróquias para a Evangelização através do Projeto, inspirando no Clero o olhar pelos pequeninos que são o futuro da Igreja e da humanidade.

Todos e uns pelos outros, rezem também pelas famílias de cada um pedindo a Deus que sopre no coração dos esposos, das esposas, das filhas e dos filhos, o entendimento da missão de cada um dentro da Associação, e que possam notar as graças recebidas diariamente derramadas, como proteção e plena presença da Trindade Santa e da Santa Mãe do Filho de Deus em suas vidas.

Que as orações e pedidos se estendam pela santificação do Clero, pelas intenções do Papa e da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Sobre a Caridade

Cada uma das doze Diretoras,  Coordenadores e Catequistas nas Paróquias, todos como discípulos do Senhor, olhem para os outros através do amor, e tome ciência de que cada outro também foi escolhido por Deus e chamado pelo nome por Jesus Cristo que o olhou nos olhos, como aconteceu consigo mesmo.

Nenhum é maior do que o outro e nem mais querido ou importante.

Cada um, com seus dons e talentos concedidos por Deus, se una aos outros para juntos se completarem nesta obra de Evangelização.

Que a dificuldade de relacionamento, que porventura vier a ocorrer entre alguns, não seja um obstáculo para o crescimento próprio e da própria Obra, mas um degrau para ser escalado em prol do seu próprio crescimento e aproximação Daquele que o chamou, além do entendimento a ser alcançado sobre as riquezas das diferenças.

Que a correção fraterna seja uma atitude cristã que deverá acontecer após a análise detalhada ‘de modo pessoal’, primeiramente, através da oração e audição com Deus. Depois, se concluída a falta ou falha cristã alheia, prejudicial à própria pessoa, ou à equipe, ou ao próximo, ou à comunidade ou à Obra, o fato deverá ser partilhado com mais duas Diretoras ou dois Coordenadores à sua escolha, para que juntos peçam a Deus, em oração, o discernimento da falta ou falha cristã, e entendimento de como Ele deseja que se faça a correção, em caso de assentimento do caso pelas três Coordenadoras. Em caso de dúvida, buscar o Diretor Espiritual da Obra ou o Pároco para uma orientação ou, se necessário, a própria correção fraterna.

Isto deverá se dar para que nenhum, vários ou todos, incorram no pecado da língua, da inveja, do orgulho, da vaidade, da insensatez, da arrogância, da prepotência e da calúnia.

Aquele que, porventura, tenha cometido a falta ou falha cristã deverá ter ouvidos para ouvir primeiramente, pois o Senhor assim disse: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4,9) na Parábola do semeador. E, depois de ouvir a correção feita com caridade pelas Diretoras, pelos Coordenadores ou pelo Pároco ou Diretor Espiritual, o ensinamento caia no vazio interior para que o Espírito Santo traga à luz, o entendimento do ocorrido.

Que todo orgulho, vaidade, vergonha e humilhação sejam oferecidos para a honra e glória Daquele que morreu na Cruz por todos. Que o desejo de se corrigir flua rapidamente no coração e na mente daquela pessoa, e que neste mesmo instante o assunto seja encerrado e as orações se perpetuem uns pelos outros.

Cada um e todos tenham paciência, discernimento, sabedoria, caridade e desejo de acolher aqueles que procurarem participar do Projeto, por qualquer motivo ou de qualquer modo, desde que intencionados à Evangelização e participantes de uma Paróquia.

Que a etnia, a cor, a religião, a idade, a instrução, o nível social ou condição física e ou intelectual não sejam, nunca, obstáculos para aqueles que desejam conhecer a obra.

Que as crianças sejam sempre o objetivo primeiro do serviço da Obra, e que, a exemplo delas, toda a Coordenação aprenda a pureza de espírito, a simplicidade, a espontaneidade e o amor ao próximo sem preconceitos e trava nos olhos e no coração.

Sobre o Serviço

Cada um dê o melhor de si naquilo a que foi chamado, disse sim e se propôs a fazer, sendo responsável, atento e zeloso pelo resultado final que isolado ou conjuntamente deva ser obtido.

Que este compromisso seja sempre voltado para o Criador e idealizador da obra.

Só Jesus é o Senhor e Mestre de todos, e é somente a Ele que devem adoração, louvor e serviço.

Cada um deve sentir-se tocado e chamado a realizar algo que precisa ser entendido e obedecido como um servo deve entender o pedido e obedecer a ordem de seu patrão.

Caso contrário estará servindo a si mesmo com vaidade e orgulho, contrariando os desejos Daquele que o olhou nos olhos, chamou pelo nome e confiou-lhe uma missão.

Da liderança à ação executada, são muitos os talentos de Deus que precisam existir enquanto serviços voltados para Ele. Portanto, toda ação evangelizadora, direta ou indireta, para, ou com a criança, é um serviço dentro da Obra e tem seu lugar de imprescindível valor e importância.

Que toda ação tenha sua raiz fundamentada no chamado, e seu foco na missão de servir a Jesus Cristo como um verdadeiro discípulo que disse sim ao Senhor.

Assim se cumpra esta Tríplice Conduta por cada um que se dedica a esta Obra de Deus.

Amém!

Explicação

Esta Tríplice Conduta foi inspirada pelo Espírito Santo de Deus para iluminar e guiar, pela Luz de Jesus, os passos e o serviço da Diretoria da Associação Pequeninos do Senhor e todos os Coordenadores e Catequistas do Projeto em cada Paróquia.

É uma exortação ao serviço de Evangelização que compromete cada um à responsabilidade ao chamado, feito por  Nosso Senhor Jesus Cristo, para cumprir a missão de levar os ensinamentos Dele aos pequeninos.

Foi ouvida através do discernimento, entendimento e desejo de servir desta humilde serva que o Senhor chamou um dia para levar Sua Palavra aos pequeninos.

Rachel Lemos Abdalla – Discípula de Jesus – Presidente da Associação Pequeninos do Senhor

01/03/2009.